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Carnaval

Salgueiro homenageia Rosa Magalhães com desfile que transforma a Sapucaí em uma grande biblioteca viva

Enredo de 2026 promete uma viagem pelo universo criativo da artista, reunindo fantasia, cultura e a história do Carnaval em um espetáculo grandioso

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Rosa Magalhães
Rosa Magalhães. Foto: Reprodução

“A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”. Este é o enredo que a Acadêmicos do Salgueiro apresenta para o Carnaval 2026, homenageando a professora e artista Rosa Magalhães.

A agremiação pretende transformar a avenida em uma grande biblioteca viva, com um desfile que vai mergulhar no universo criativo desta artista que transformou histórias em carnaval e fez da Sapucaí um território de imaginação.

A promessa é abrir um portal de fantasia, de onde irão surgir reinos encantados, personagens clássicos, contos populares e encontros improváveis, numa grande mistura de cultura e tradições,  como se um mundo inteiro coubesse em um só cortejo.

O desfile também promete fazer um mergulho na identidade do Brasil, revisitando momentos artísticos e expressões que ajudaram a construir o país.

Fundada em 1953, a Acadêmicos do Salgueiro tem como cores o vermelho e o branco, e seus símbolos são o pandeiro, o surdo, o tamborim e o afoxé. 

A escola mantém em sua equipe técnica o carnavalesco Jorge Silveira, que continua assinando o carnaval do Salgueiro, dois anos depois de sair de São Paulo como campeão do carnaval local.

Além dele, a agremiação segue tendo como intérprete Igor Sorriso e comandantes da bateria furiosa os mestres Guilherme e Gustavo.

Entrevistado pela Super Rádio Tupi, Silveira explicou a escolha do nome para o enredo, dizendo que é feita uma brincadeira com os personagens que são citados no título do enredo, principalmente pensando que ela era uma artista que não se dobrava a nada, com coragem de enfrentar tudo. 

“Um dos elementos que a gente cita no título do enredo é que não tem medo do bacalhau. Ela não tinha medo de enredos nem sequer patrocinados. Ela pegava esses enredos e devorava e transformava em carnaval. Então, sobretudo, uma grande viagem sobre o universo carnavalesco da maior artista brasileira.” – diz o carnavalesco, que lembra que Rosa atuou como carnavalesca por cinco décadas, com passagens marcantes por escolas como Imperatriz Leopoldinense, Império Serrano e Vila Isabel, mas que ficou marcada com o Salgueiro, onde foi aprendiz de Fernando Pamplona durante a chamada Revolução Salgueirense. 

Ainda segundo Jorge, o Salgueiro traduz essa homenagem no aspecto visual do desfile, que recebeu uma atenção redobrada, para honrar o legado de Rosa, cujo lado visual de sua arte sempre foi um dos aspectos mais importantes, se não o mais. 

“E ela deixou pra nós um repertório visual muito vasto, muito variado, muito rico. Rosa é a artista mais variada e multifacetada da história do carnaval. A Rosa foi pop, a Rosa foi moderna, a Rosa foi barroca, a Rosa foi brasileiríssima. Ela foi tudo na sua carreira.” 

O carnavalesco disse ainda que as alegorias terão pinceladas dessa multiplicidade, evocando a imensidão do Salgueiro, do ponto de vista técnico, igualmente gigante a Rosa e todo seu legado. 

Com mais de 18 mil livros esculpidos em uma alegoria e o maior barco já visto na Marquês de Sapucaí, em um ano marcado por homenagens, o Salgueiro promete perfumar o Sambódromo com aroma de rosas.

Acadêmicos do Salgueiro vai fechar os desfiles do grupo especial na terça-feira de carnaval, dia 17 de fevereiro. 

Com nove títulos na primeira divisão do carnaval, a última conquista foi em 2009, com o enredo Tambor, de Renato Lage.