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Saúde

7 sinais de alerta para levar a criança ao pronto-socorro

Alguns sintomas funcionam como verdadeiras “bandeiras vermelhas” e não devem ser ignorados

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Certos sinais de alerta podem indicar a necessidade de avaliação médica imediata (Imagem: Drazen Zigic | Shutterstock)

Febre, tosse, vômitos, dores, quedas e manchas na pele costumam gerar apreensão em pais e responsáveis. Embora muitas dessas situações estejam relacionadas a quadros leves e autolimitados, alguns sinais de alerta podem indicar a necessidade de avaliação médica imediata, em serviços com suporte diagnóstico e assistência pediátrica especializada.

Segundo o pediatra Daniel Cruz de Abreu, do pronto-socorro pediátrico do Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, alguns sintomas funcionam como verdadeiras “bandeiras vermelhas” e não devem ser ignorados. “Existem situações que exigem avaliação imediata, principalmente quando os sintomas surgem de forma intensa, persistem ou aparecem associados a outros sinais de piora clínica”, explica.

De acordo com o médico, durante esta época de outono e inverno, por exemplo, há aumento importante dos quadros respiratórios, mas os sinais de alerta podem surgir em diferentes contextos. Confira os principais:

1. Febre persistente, principalmente em bebês pequenos

A febre é uma resposta natural do organismo, mas exige atenção especial em bebês. “Em crianças com menos de um mês, qualquer episódio de febre é considerado urgência”, alerta Daniel Cruz de Abreu.

Também merecem avaliação febres persistentes por mais de 72 horas, especialmente quando acompanhadas de prostração, irritabilidade ou outros sintomas. Convulsões febris também exigem ida ao pronto-socorro.

2. Falta de ar ou dificuldade para respirar

Tosse, coriza e espirros são comuns em infecções virais, mas passam a preocupar quando associados à respiração ofegante, dificuldade para mamar ou falar e cansaço excessivo. “Quando a criança apresenta esforço para respirar ou dificuldade para se alimentar por conta do desconforto respiratório, a avaliação médica deve ser imediata”, orienta o pediatra.

3. Dor abdominal intensa

Nem toda dor abdominal é grave, mas dores fortes, persistentes ou localizadas, especialmente quando associadas à febre, vômitos ou irritabilidade, exigem investigação. Quando a dor se concentra na parte inferior direita do abdômen, pode haver suspeita de apendicite.

A imagem mostra uma médica examinando um bebê com um estetoscópio, enquanto a mãe observa sorrindo ao lado. O bebê está sentado sobre a mesa de atendimento e aparenta estar tranquilo e feliz. O ambiente é claro e organizado, típico de um consultório pediátrico
É importante levar a criança ao pronto-socorro caso ela apresente vômitos repetidos (Imagem: New Africa | Shutterstock)

4. Vômitos frequentes e sinais de desidratação

Vômitos repetidos podem levar rapidamente à desidratação, principalmente em crianças pequenas. Olhos fundos, boca seca, ausência de lágrimas ao chorar são sinais de alerta para desidratação.

Nos bebês, a moleira afundada e diminuição expressiva da quantidade de urina ou fraldas secas por muitas horas também merecem atenção. Além disso, vômitos com coloração esverdeada, muito escura ou com presença de sangue devem ser avaliados imediatamente.

5. Manchas pelo corpo

Pequenos pontos roxos na pele, conhecidos como petéquias, especialmente quando associados à febre, exigem avaliação médica. “Essas manchas podem estar relacionadas a infecções graves e não devem ser ignoradas”, explica o especialista da Pediatria Star. Além disso, placas avermelhadas acompanhadas de coceira ou inchaço podem indicar reação alérgica importante.

6. Dor de cabeça acompanhada de alterações neurológicas

Dor de cabeça persistente, principalmente quando acompanhada de vômitos, sonolência excessiva, irritabilidade intensa, confusão mental ou dificuldade de movimentação, precisa de avaliação urgente. O chamado vômito em jato, quando o conteúdo é eliminado com força e de forma súbita, também é um importante sinal de atenção.

7. Quedas com impacto na cabeça

Traumas na cabeça exigem observação cuidadosa, especialmente em crianças pequenas. “É importante considerar não só a altura da queda, mas também o mecanismo do trauma e o impacto envolvido. Em crianças menores de dois anos, quedas acima de 90 centímetros são consideradas mais preocupantes. Acima dessa idade, o risco aumenta em quedas superiores a 1,5 metro”, explica Daniel Cruz de Abreu.

Sonolência excessiva, vômitos, alterações de comportamento, dor intensa ou deformidades visíveis após a queda são sinais que indicam necessidade de atendimento imediato.

Atenção à evolução dos sintomas

Segundo Daniel Cruz de Abreu, a combinação ou piora progressiva dos sintomas é um importante sinal de alerta. “Observar a evolução do quadro é fundamental. Muitas vezes, sintomas inicialmente inespecíficos podem evoluir e indicar condições que exigem intervenção rápida”, destaca.

O especialista reforça que, diante de dúvidas, a avaliação médica é sempre a conduta mais segura. “A rapidez na identificação e no atendimento pode fazer diferença importante na evolução clínica”, afirma.

Por Samara Meni