Saúde
Câncer de pele: 5 erros comuns que aumentam os riscos da doença
Medidas simples adotadas de forma consistente ajudam a reduzir os perigos e ampliar as chances de diagnóstico precoce
No Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, celebrado em 13 de junho, o alerta se volta para hábitos cotidianos que ainda aumentam o risco da doença mais frequente no Brasil. O país deve registrar cerca de 263 mil novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número corresponde a uma taxa de 122,9 casos para cada 100 mil habitantes, sendo 136,1 mil em homens e 127,1 mil em mulheres.
Mesmo com o avanço das campanhas de prevenção e o acesso cada vez maior à informação, ainda é comum que comportamentos do dia a dia contribuam para o desenvolvimento do câncer de pele não melanoma. A maior parte dos casos está relacionada à exposição solar acumulada ao longo da vida e a falhas simples na proteção diária, que muitas vezes passam despercebidas.
“O câncer de pele não melanoma é altamente tratável quando diagnosticado precocemente, mas ainda vemos muitas pessoas negligenciando cuidados básicos e sinais iniciais da doença”, afirma o coordenador de Dermatologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC Oncologia), Dr. Aldo Toschi.
A seguir, o Dr. Aldo Toschi lista 5 erros comuns que colocam a pele em risco:
1. Achar que protetor solar só é necessário em dias de sol forte
Mesmo em dias nublados ou com temperaturas mais amenas, a radiação ultravioleta está presente. A exposição contínua sem proteção diária contribui para o dano cumulativo na pele ao longo dos anos.
2. Utilizar protetor solar apenas uma vez ao dia
A eficácia do filtro solar diminui com o tempo. É necessária a reaplicação ao longo do dia, principalmente em casos de suor intenso, contato com água ou longa permanência ao ar livre.

3. Esquecer áreas que também precisam de proteção
Orelhas, nuca, mãos, pés e couro cabeludo estão entre as regiões mais negligenciadas e, ao mesmo tempo, frequentemente expostas à radiação solar. É preciso protegê-las.
4. Acreditar que apenas pessoas de pele clara precisam de proteção
Embora o risco seja maior em peles mais claras, todos os fototipos estão sujeitos aos efeitos da radiação ultravioleta e devem manter proteção diária.
5. Usar o protetor solar como única barreira de proteção
A prevenção mais eficaz combina diferentes medidas: uso de chapéus, roupas com proteção UV, óculos escuros e evitar exposição solar entre 10h e 16h, período de maior intensidade da radiação.
Segundo o Dr. Aldo Toschi, o grande desafio ainda é transformar conhecimento em rotina. “A proteção solar precisa ser contínua, não pontual. É um hábito de saúde, assim como alimentação equilibrada e atividade física”, reforça.
Diagnóstico precoce faz a diferença
O câncer de pele não melanoma tem altas chances de cura quando identificado no início, mas a prevenção é a forma mais eficaz de reduzir casos e evitar procedimentos mais complexos. Além disso, as consultas regulares ao dermatologista também são fundamentais para a detecção precoce, já que muitas lesões podem ser sutis e passar despercebidas no dia a dia.
“A avaliação médica periódica permite identificar alterações em pintas, manchas e feridas que não cicatrizam, além de acompanhar possíveis mudanças ao longo do tempo. Esse acompanhamento deve acontecer especialmente para pessoas com mais exposição solar, pele clara, histórico familiar da doença ou muitas lesões cutâneas”, finaliza o médico.
Por Andressa Marques