Chás naturais: 7 plantas que devem ser consumidas com cuidado - Super Rádio Tupi
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Saúde

Chás naturais: 7 plantas que devem ser consumidas com cuidado

Apesar dos benefícios, elas podem provocar efeitos adversos quando utilizadas inadequadamente

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Algumas ervas e plantas devem ser utilizadas com cuidado para evitar riscos à saúde (Imagem: Saharosa40 | Shutterstock)

A utilização de ervas e plantas medicinais para o preparo de chás é uma prática milenar presente em diversas culturas ao redor do mundo, atravessando gerações como uma forma natural de cuidado com a saúde. Baseada em conhecimentos tradicionais e, cada vez mais, também respaldada por estudos científicos, essa prática utiliza as propriedades terapêuticas de folhas, raízes, flores e cascas para auxiliar no alívio de sintomas e no equilíbrio do organismo.

No entanto, embora sejam naturais, algumas plantas exigem cautela quanto ao consumo, pois podem provocar efeitos adversos quando utilizadas inadequadamente. Certas ervas possuem compostos ativos capazes de interagir com medicamentos, potencializando ou reduzindo seus efeitos, o que pode comprometer tratamentos em andamento. Além disso, em pessoas com condições de saúde preexistentes — como problemas cardíacos, hepáticos ou hormonais —, o uso indiscriminado de chás pode representar riscos.

Abaixo, confira algumas plantas que devem ser utilizadas com cautela no preparo de chás!

1. Carqueja 

O chá de carqueja não é recomendado para mulheres grávidas e amamentando, devido à falta de estudos que comprovem sua segurança nesses períodos. Além disso, pode causar riscos para pessoas com doenças hepáticas. O uso prolongado, por sua vez, pode provocar náuseas e vômitos.

2. Boldo 

Muito utilizado para tratar sintomas digestivos e hepáticos, o boldo deve ser evitado por pessoas com doenças hepáticas graves e por aqueles que fazem uso de medicamentos anticoagulantes ou outros remédios metabolizados pelo fígado. Além disso, segundo Informações Sistematizadas da RENISUS (Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS), deve ser evitado por mulheres grávidas devido a relatos populares de ocorrência de aborto.

3. Erva-de-são-joão

Utilizada para aliviar sintomas de depressão leve, essa erva pode interagir com antidepressivos, anticoncepcionais e anticoagulantes, diminuindo sua eficácia. Além disso, dados do Manual MSD Versão Saúde para a Família, publicado pela Merck Sharp & Dohme (MSD), explicam que, combinado com medicamentos fotossensibilizantes, pode aumentar o risco de sensibilidade ao sol.

Xícara de vidro com chá de cavalinha
O excesso do chá de cavalinha pode causar deficiência de vitamina B1 (Imagem: Madeleine Steinbach | Shutterstock)

4. Cavalinha 

Conforme o Anexo I da RDC Anvisa N° 10, de 9 de março de 2010, da resolução que dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dá outras providências, a cavalinha não deve ser utilizada por pessoas com insuficiência renal e cardíaca.

“Uma alergia rara pode ocorrer em pacientes sensíveis à nicotina. O uso por período superior ao recomendado pode provocar dor de cabeça e anorexia. Altas doses podem provocar irritação gástrica, reduzir os níveis de vitamina B1 e provocar irritação no sistema urinário”, alerta o documento.

5. Guaco 

O guaco é utilizado para auxiliar no tratamento de sintomas de doenças respiratórias, mas seu uso requer cautela. Conforme o Anexo I da RDC Anvisa N° 10, de 9 de março de 2010, a utilização pode interferir na coagulação sanguínea. Além disso, doses acima da recomendada podem provocar vômitos e diarreia.

6. Chá verde 

O consumo excessivo de chá verde é capaz de representar riscos para a saúde, pois pode interagir com medicamentos anticoagulantes e antidepressivos. Além disso, devido ao seu alto teor de cafeína e aos compostos que interferem na absorção de ácido fólico, deve ser consumido com moderação por mulheres grávidas e que estão amamentando.

7. Camomila 

O chá de camomila é geralmente seguro, mas em excesso causa possíveis contrações uterinas, devendo ser consumido com cautela por mulheres grávidas e lactantes. Além disso, pode interagir com medicamentos anticoagulantes, intensificando seus efeitos.

“Podem ocorrer reações alérgicas ocasionais. Em caso de superdose, pode ocorrer o aparecimento de náuseas, excitação nervosa e insônia”, alerta o Anexo I da RDC Anvisa N° 10, de 9 de março de 2010.

Consumo de chás com segurança

Mesmo as ervas e plantas mais comuns podem levar a complicações de saúde quando consumidas em excesso. Portanto, é importante que o uso seja feito sob orientação de um profissional de saúde, especialmente para gestantes ou lactantes e para pessoas com condições de saúde preexistentes ou que estejam tomando outros medicamentos.

Outro fator importante é a quantidade de planta utilizada em chás. Segundo o relatório “Orientações sobre o Uso de Fitoterápicos e Plantas Medicinais”, publicado pela Anvisa, é importante “conhecer a dose correta, os horários de utilização e por quanto tempo a planta pode ser utilizada, considerando que o uso contínuo da mesma planta medicinal pode causar efeitos danosos ao organismo”.