Capital Fluminense

Corpo de Bombeiros e SES realizam missão debaixo de chuva para transportar órgão para paciente

História, que teve um final feliz, contou com a colaboração do motorista do Programa Estadual de Transplantes, que saiu no meio do alagamento com o cooler para chegar ao destino

Por Redação Tupi

Priscila Faria dos Santos aguardava por um transplante de rim
Priscila Faria dos Santos aguardava por um transplante de rim. (Foto: Secretaria Estadual de Saúde/Divulgação)

A equipe do Programa Estadual de Transplantes (PET), da Secretaria de Estado de Saúde (SES), protagonizou uma história com final feliz na última sexta-feira (1). Uma paciente estava à espera de um rim, enquanto um temporal, que alagou diversos pontos do Rio de Janeiro, atrasava a missão de entregar o órgão.

Priscila Faria Santos, de 38 anos, aguardava por um transplante de rim, que serviria contra uma insuficiência renal aguda e a angústia de sessões de hemodiálise que já duravam dois anos. Para entregar o órgão, uma equipe do PET e do Corpo de Bombeiros enfrentava um temporal para cumprir a missão.

Em certo ponto do trajeto, o sargento bombeiro André Moura precisou sair na rua e pedir aos demais motoristas que abrissem caminho para que o carro do programa conseguisse avançar no meio da chuva.

Carro do PET precisou subir a calçada e desviar por atalhos para conseguir chegar a tempo.
Carro do PET precisou subir a calçada e desviar por atalhos para conseguir chegar a tempo. (Foto: Secretaria Estadual de Saúde/Divulgação)

– Chovia muito, as ruas estavam alagadas, a sirene da nossa viatura não seria suficiente para abrir passagem. Desci do veículo e fui sinalizando. Disse a vários motoristas que precisávamos transportar um órgão e as pessoas nos ajudaram, subindo nas calçadas, em garagens, deixando o caminho livre para que passássemos – contou Moura.

Duas quadras antes de chegar no veículo do Corpo de Bombeiros, que terminaria o percurso até o hospital, o sargento e o motorista do carro do PET perceberam que não conseguiriam ir de carro, então resolveram descer e ir a pé, carregando o cooler com o rim que seria transplantado, embaixo de chuva.

Emocionado, o motorista Rômulo Fonseca disse que não pensou duas vezes antes de levar o cooler debaixo de chuva. “Desci do carro na hora. Precisávamos chegar ao hospital rapidamente. Não dava tempo de esperar a chuva passar. Ele já tinha feito o percurso e foi me guiando, apontando os trechos onde eu podia passar. Na verdade, na hora, eu não pensei no peso do cooler, na água da chuva, nos riscos, em nada. Só em levar o órgão até a pessoa que precisava dele”.

Rômulo Fonseca dos Santos teve que carregar nos ombros a caixa com o rim
Rômulo Fonseca dos Santos teve que carregar nos ombros a caixa com o rim. (Foto: Secretaria Estadual de Saúde/Divulgação)

A mulher que foi transplantada, agora comemora pela sua vida. “Cheguei a achar que não íamos conseguir. Tive muito medo. Mas depois que eu soube que o rim tinha chegado ao hospital, me tranquilizei. Agora vou conseguir viver. A primeira coisa que eu vou fazer quando eu estiver em casa é abraçar muito os meus filhos”, contou Priscila.

Criado em 2010, o Programa Estadual de Transplantes já renovou a vida de cerca de 7 mil pessoas por meio de transplantes de órgãos sólidos (categoria que engloba os transplantes de fígado, pulmão, intestino, rim, pâncreas e coração) e recuperou a saúde de inúmeros pacientes com transplantes de ossos, ligamentos e pele. De janeiro a março deste ano, já foram feitas 79 doações. No mesmo período do ano passado foram 39.

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