INSS convoca para perícia e segurados com dor crônica relatam picos de ansiedade e medo de perder benefício - Super Rádio Tupi
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Saúde

INSS convoca para perícia e segurados com dor crônica relatam picos de ansiedade e medo de perder benefício

Especialistas orientam como organizar documentos médicos para reduzir estresse na avaliação presencial do INSS

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Tela de smartphone mostra o logo e as letras 'INSS' em azul, com calculadora azul no fundo desfocado
Beneficiários do INSS dependem da plataforma digital para gerenciar auxílios e agendamentos de perícias médicas [Créditos: depositphotos.com / rmcarvalhobsb]

Apesar de medidas para simplificar processos, como a análise documental via Atestmed, regulamentada em março de 2026, muitos segurados ainda são convocados para a perícia médica presencial do INSS. Essa convocação, que busca confirmar a condição de saúde atual, não significa um corte automático do benefício.

Essa tranquilidade, no entanto, raramente chega a quem depende do auxílio, especialmente pacientes com quadros de dor crônica, como fibromialgia ou artrite reumatoide.

Por que a convocação da perícia gera tanto estresse?

O período que antecede o exame presencial pode se tornar um gatilho para um intenso quadro de estresse e ansiedade. O medo de perder a única fonte de renda e a pressão de ter que provar uma condição de difícil comprovação, como as dores crônicas, geram um forte abalo psicológico.

Especialistas alertam que os sintomas são claros: é comum que segurados relatem crises de insônia, palpitações e picos de pressão dias antes da avaliação. Esse estresse agrava a própria condição de saúde, especialmente em quadros de dor crônica, criando um ciclo vicioso prejudicial ao paciente.

O perito pode ignorar meus laudos médicos particulares?

Não. Um dos maiores medos dos segurados é que o perito desconsidere o histórico médico construído com seus próprios especialistas. Conforme as normas do INSS, o perito médico federal deve analisar todos os documentos apresentados pelo cidadão, como laudos e exames, para formar sua convicção.

A decisão final do perito é soberana e baseada em sua avaliação no momento do exame, mas os laudos e exames particulares são peças fundamentais na composição do seu parecer. Ignorá-los sem justificativa pode ser considerado falha no procedimento.

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Como se preparar para o dia da avaliação?

A organização é a principal ferramenta para reduzir a ansiedade. Por isso, é importante criar uma pasta com todos os documentos em ordem cronológica e levar laudos recentes, com no máximo 90 dias, que detalhem o diagnóstico, o tratamento e, principalmente, as limitações que a doença impõe no dia a dia.

O laudo ideal deve conter o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) e ser legível. Durante a conversa com o perito, seja objetivo. Em vez de apenas dizer “sinto muita dor”, descreva como a condição impede você de realizar tarefas simples, como levantar um peso ou permanecer sentado.

A preparação adequada transforma a perícia de uma fonte de medo em uma etapa de confirmação do seu direito.