Morte de cantora após luta contra câncer de mama acende alerta: doença pode avançar para o fígado mesmo anos depois da cura - Super Rádio Tupi
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Saúde

Morte de cantora após luta contra câncer de mama acende alerta: doença pode avançar para o fígado mesmo anos depois da cura

Especialistas revelam o motivo biológico de o fígado ser um dos alvos principais da metástase; conheça os sinais que o corpo emite

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Representação 3D de múltiplas células cancerígenas com projeções, em tons de vermelho e azul
A representação das células cancerígenas ilustra o processo de metástase, onde o câncer de mama pode atingir o fígado

A morte da cantora e ex-participante do The Voice Brasil Karina Zeviani, aos 51 anos, ocorrida nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026), acendeu um alerta urgente sobre um risco silencioso: a metástase do câncer de mama. O falecimento destaca como a doença pode avançar para o fígado, um cenário que exige atenção redobrada aos sinais do corpo, mesmo após o tratamento inicial ser concluído.

Essa progressão, conhecida como metástase, é a principal causa de mortalidade associada ao câncer. O fígado é um dos alvos mais comuns devido à sua intensa irrigação sanguínea, que facilita a instalação de novas células tumorais.

Como o câncer de mama chega ao fígado?

A metástase hepática ocorre quando células do tumor original na mama se desprendem e viajam pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático. Ao encontrarem um ambiente favorável no fígado, elas se fixam e começam a se multiplicar, formando novos tumores.

Segundo especialistas, o fígado funciona como um filtro para o sangue de todo o corpo, o que o torna um local propício para que células cancerígenas em circulação se alojem. Por isso, a vigilância médica é crucial, já que esse avanço pode ocorrer meses ou até anos após o diagnóstico primário.

Quais sintomas indicam um problema no fígado?

Muitas vezes, a metástase hepática não apresenta sintomas claros em seu estágio inicial, o que reforça a necessidade de um acompanhamento médico contínuo. Quando os sinais aparecem, eles podem ser vagos e facilmente confundidos com outras condições menos graves.

De acordo com a comunidade oncológica, os sintomas mais comuns a serem observados são:

  • Dor ou desconforto na parte superior direita do abdômen;

  • Perda de apetite e de peso sem motivo aparente;

  • Náuseas constantes;

  • Fadiga intensa e inexplicável;

  • Inchaço abdominal (ascite);

  • Icterícia (pele e olhos amarelados), que costuma ser um sinal mais tardio.

Não há motivo para pânico a cada desconforto, mas pacientes com histórico de câncer de mama devem comunicar qualquer alteração persistente ao seu médico. A ideia de que qualquer dor abdominal é sinal de metástase é um medo comum, mas infundado. O diagnóstico preciso depende de exames específicos.

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Para pacientes que finalizaram o tratamento do câncer de mama, o acompanhamento pós-tratamento é fundamental. Protocolos médicos, baseados em diretrizes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), já preveem a realização periódica de exames para monitorar a saúde de forma geral.

Exames de sangue que avaliam a função hepática (como TGO e TGP) e exames de imagem, como a ultrassonografia de abdômen ou a tomografia computadorizada, são as ferramentas mais eficazes para detectar qualquer alteração suspeita precocemente.

O monitoramento constante e a atenção aos sinais do corpo são a principal defesa contra o avanço silencioso da doença.

Sinais de alerta para metástase hepática

Fique atento a alterações persistentes no corpo após o tratamento inicial

📍 Dor ou desconforto abdominal
Sensação de peso ou dor persistente na parte superior direita do abdômen.
📉 Perda de apetite e peso
Redução drástica do desejo de comer e emagrecimento sem causa aparente.
😴 Fadiga intensa
Cansaço extremo que não melhora com o repouso e prejudica as atividades diárias.
🟡 Icterícia
Coloração amarelada na pele e nos olhos, indicando comprometimento da função hepática.
💧 Inchaço abdominal
Acúmulo de líquidos na região da barriga, sinal conhecido clinicamente como ascite.