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Saúde

Primavera chega com calor intenso e exige cuidados redobrados com crianças e idosos no país

Especialistas alertam para os riscos de desidratação, enquanto o interior do Brasil se prepara para temperaturas elevadas

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Termômetro de madeira marcando 40 graus Celsius sob sol forte e céu azul.
A chegada da primavera traz o alerta para o calor intenso e temperaturas elevadas em grande parte do país, exigindo cuidados redobrados com a saúde.

A chegada da primavera traz um alerta para o calor intenso. As previsões indicam temperaturas acima da média para o período em grande parte do país, exigindo atenção redobrada com a saúde, especialmente de crianças e idosos.

O aquecimento mais severo deve atingir principalmente o interior do Brasil. A massa de ar seco e quente ganhará força, elevando os termômetros de forma significativa.

Quais regiões serão mais afetadas?

Os prognósticos meteorológicos apontam para ondas de calor mais intensas nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Cidades em Mato Grosso, Goiás, Piauí e Bahia podem registrar máximas elevadas com frequência.

No Sudeste, o interior de São Paulo e Minas Gerais também sentirá o impacto, com temperaturas altas e baixa umidade do ar durante as tardes.

Como proteger idosos e crianças do calor extremo?

Grupos vulneráveis precisam de cuidados especiais para evitar desidratação e outros problemas de saúde. A principal recomendação é aumentar a ingestão de líquidos, mesmo sem sentir sede.

“Crianças e idosos têm mecanismos de regulação de temperatura corporal menos eficientes”, explicam especialistas. A orientação é oferecer água, sucos naturais e água de coco várias vezes ao dia.

É fundamental evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h. Roupas leves, de algodão e cores claras, ajudam o corpo a transpirar e a se resfriar. Manter os ambientes arejados e frescos também é crucial.

Beber água gelada faz mal com o corpo quente?

Não. Essa ideia é um mito popular sem qualquer base científica. Pelo contrário, em dias de calor intenso, líquidos frios podem até ajudar a reduzir a temperatura corporal interna mais rapidamente, trazendo alívio.

“Não há nenhuma restrição médica ao consumo de água gelada por causa do calor”, reforçam os médicos. O importante é garantir a hidratação constante, independentemente da temperatura do líquido.

Enquanto parte do Brasil enfrenta o calor, a região Sul pode viver um cenário oposto. Institutos de meteorologia preveem volumes de chuva que podem ficar acima da média para o período em estados como o Paraná.

Essa diferença climática acentuada mostra a atuação de diferentes fenômenos meteorológicos pelo país. Enquanto uma massa de ar seco predomina no centro e norte, frentes frias continuam avançando pela região Sul.

A regra de ouro para a estação é simples: não espere a sede chegar para se hidratar, pois ela já é o primeiro sinal de que o corpo precisa de água.