Rosto derretido: entenda como a perda de peso rápida envelhece o rosto - Super Rádio Tupi
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Saúde

Rosto derretido: entenda como a perda de peso rápida envelhece o rosto

Especialista explica os cuidados necessários para preservar a estrutura facial durante o processo de emagrecimento

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A perda de peso pode impactar o volume facial e influenciar a aparência (Imagem: Inside Creative House | Shutterstock)

O emagrecimento costuma ser associado à saúde, bem-estar e melhora da autoestima. No entanto, um efeito colateral estético tem chamado atenção nos últimos anos, especialmente com a popularização de dietas restritivas e medicamentos para perda de peso: a aparência de envelhecimento facial.

Popularmente chamado de “rosto derretido”, o fenômeno ocorre quando a perda de gordura corporal impacta diretamente o volume da face, alterando contornos e evidenciando sinais de envelhecimento. De acordo com o cirurgião plástico Dr. Josué Montedonio, o ponto central não é o emagrecimento em si, mas a forma como ele acontece.

“O rosto também perde gordura, e essa gordura tem um papel importante na sustentação da pele e no aspecto jovem. Quando a perda é rápida ou muito acentuada, pode haver uma redução significativa de volume, o que leva à flacidez e à mudança no contorno facial”, explica.

A gordura facial não é apenas um excesso a ser eliminado. Ela funciona como uma estrutura de suporte, preenchendo regiões como maçãs do rosto, têmporas e mandíbula. Com a diminuição desse volume, áreas antes mais preenchidas passam a apresentar um aspecto mais caído, com sulcos mais marcados e olheiras mais profundas.

Velocidade do emagrecimento influencia o rosto

A velocidade do emagrecimento também é um fator determinante nesse processo. Perdas rápidas de peso dificultam a adaptação da pele, favorecendo a flacidez e acentuando a sensação de envelhecimento. “Quando o emagrecimento acontece de forma gradual, o corpo consegue se adaptar melhor. Já em processos muito acelerados, a pele não acompanha essa mudança, e isso impacta diretamente no rosto”, afirma o especialista.

A intensidade desse efeito varia de pessoa para pessoa. Idade, genética, qualidade da pele e histórico de exposição solar influenciam diretamente no resultado. Pessoas com menor elasticidade cutânea ou já com perda de colágeno tendem a perceber mais essa transformação.

médica de jaleco branco examinando rosto de paciente, que está sentada e de cabelo preso
O emagrecimento deve ser feito com acompanhamento profissional para evitar os impactos na pele (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

Formas de prevenção e tratamento

Existem formas de tratar e até prevenir esse impacto. Procedimentos como bioestimuladores de colágeno, preenchimentos estratégicos e tecnologias voltadas para firmeza da pele podem ajudar a recuperar volume e melhorar o contorno facial. Em casos mais avançados, a abordagem cirúrgica pode ser indicada. Ainda assim, o principal cuidado começa antes mesmo do emagrecimento.

“O ideal é pensar o processo de forma integrada. Não se trata apenas de perder peso, mas de preservar a qualidade da pele e da estrutura facial. Muitas vezes, um acompanhamento adequado já evita esse tipo de impacto estético”, orienta o Dr. Josué Montedonio.

Um olhar além da estética

A discussão em torno do chamado “rosto derretido” reflete uma mudança na forma como o emagrecimento vem sendo encarado. Mais do que atingir um número na balança, cresce a preocupação com a maneira como o corpo, e especialmente o rosto, responde a esse processo.

“O emagrecimento é extremamente positivo para a saúde, mas precisa ser conduzido com equilíbrio. Quando olhamos apenas para o peso, e não para o conjunto, incluindo a qualidade da pele e a estrutura facial, o resultado pode não ser o mais harmonioso. O ideal é tratar o processo de forma global, respeitando o tempo do corpo e as características de cada paciente”, finaliza o médico.

Por Daiane Bombarda