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Saúde

Uso excessivo de redes sociais prejudica o cérebro e pode afetar seu comportamento

Pequenos hábitos digitais que causam grandes consequências mentais

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Uso excessivo de redes sociais prejudica o cérebro e pode afetar seu comportamento
As redes sociais alteraram hábitos de consumo de informação e interação social

As redes sociais transformaram profundamente a forma como as pessoas se informam, se relacionam e constroem identidade, mas também geraram impactos relevantes na atenção, no comportamento e na saúde mental. O uso contínuo fragmenta o foco, ativa mecanismos de recompensa ligados à dopamina e intensifica comparações sociais, elevando quadros de ansiedade, depressão e solidão, sobretudo entre crianças e adolescentes.

Como as redes sociais afetam o funcionamento do cérebro

As redes sociais são projetadas para capturar e manter a atenção, usando notificações, curtidas e rolagem infinita. Cada interação gera liberação de dopamina, o mesmo sistema cerebral ligado à motivação e ao prazer imediato.

Com o uso frequente, o cérebro passa a buscar estímulos rápidos, reduzindo a tolerância ao tédio e dificultando a concentração em tarefas longas, profundas ou que exigem esforço mental contínuo.

Por que as redes sociais fragmentam tanto a atenção

Interrupções constantes quebram o fluxo cognitivo. Após uma notificação, o cérebro pode levar até 25 minutos para recuperar o foco pleno, comprometendo produtividade, aprendizado e desempenho intelectual.

A multitarefa digital ainda reduz a capacidade de filtrar distrações, prejudica a memória de trabalho e aumenta a sensação de mente cansada mesmo sem esforço físico.

Uso excessivo de redes sociais prejudica o cérebro e pode afetar seu comportamento
O excesso de estímulos muda a forma como o cérebro reage no dia a dia. – Créditos: depositphotos.com / joaquincorbalan

Como as comparações nas redes sociais afetam emoções e autoestima

Nas redes sociais, as pessoas tendem a mostrar recortes idealizados da própria vida, criando um ambiente permanente de comparação. Isso favorece sentimentos de inadequação, frustração e insatisfação pessoal.

Em crianças e adolescentes, que ainda estão formando identidade emocional, o impacto é maior, elevando o risco de ansiedade, depressão e dependência da validação externa.

Quais efeitos das redes sociais surgem no cérebro e no comportamento

Efeito Como aparece Consequência prática
Vício em dopamina Busca constante por curtidas e notificações Uso compulsivo e dificuldade de controle
Atenção fragmentada Interrupções frequentes ao longo do dia Queda de foco e produtividade
Comparação social constante Avaliação da própria vida com base nos outros Ansiedade e insatisfação pessoal
Redução da empatia Excesso de foco em si mesmo no ambiente digital Relações mais superficiais
Vibração fantasma Sensação de notificações inexistentes Estado constante de alerta e ansiedade

Quais hábitos ajudam a usar redes sociais de forma mais saudável

  • Silenciar notificações que não sejam realmente essenciais
  • Definir horários fixos e curtos para checar as redes
  • Deixar de seguir perfis que geram comparação ou mal-estar
  • Evitar uso automático em momentos de tédio ou pausa
  • Publicar com intenção de ajudar ou informar, não buscar aprovação
  • Usar conteúdos como inspiração, não como medida de valor pessoal
  • Priorizar leituras, conversas presenciais e experiências fora das telas

Selecionamos um conteúdo do canal Saber Coletivo, que conta com mais de 224 mil inscritos e já ultrapassa 350 mil visualizações neste vídeo, apresentando uma análise acessível sobre os impactos do uso excessivo das redes sociais no funcionamento do cérebro. O material destaca efeitos na atenção, memória, dopamina, hábitos de consumo digital e estratégias práticas para reduzir danos e usar as redes de forma mais consciente, alinhado ao tema tratado acima:

Por que mudar a relação com redes sociais melhora a saúde mental

Reduzir o uso automático das redes sociais devolve ao cérebro a capacidade de foco, reflexão e presença emocional. Com menos estímulos artificiais, emoções se tornam mais estáveis e conscientes.

Quando usadas com equilíbrio, as redes podem informar e conectar, mas a qualidade de vida melhora de forma consistente quando há limites claros, autoconhecimento e prioridade para relações humanas reais.