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Vitamina K: entenda a importância do nutriente para a saúde cardiovascular

Ela participa de processos essenciais para manter o sistema circulatório em equilíbrio

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A vitamina K atua em mecanismos que ajudam a manter as artérias saudáveis ao longo da vida (Imagem: AtlasStudio | Shutterstock)

A vitamina K é um nutriente essencial que o corpo humano não consegue produzir em quantidades ideais. O nutriente é dividido em duas séries: a fitoquinona (K1), presente em vegetais verde-escuros, e a menaquinona (K2), produzida pelas bactérias do cólon, mas também presente em carnes e alimentos fermentados. 

“Sua principal função é a coagulação do sangue. Sua deficiência pode levar à discrasia, situação anormal das células sanguíneas, que tem como consequência alto risco de hemorragias e sangramentos”, explica Gisele Cirilo, nutricionista da Casa de Saúde São José.

O nutriente é um dos mais importantes para a saúde cardiovascular. A vitamina exerce funções importantes para o funcionamento do sistema circulatório por meio do controle rigoroso da coagulação sanguínea, garantindo que o sangue circule com a consistência adequada e prevenindo tanto sangramentos excessivos quanto a formação perigosa de coágulos. 

“A vitamina K desempenha também um papel fundamental na proteção das artérias ao ativar proteínas específicas que ajudam a direcionar o cálcio para os ossos, onde ele é necessário. Além de manter o cálcio fora das paredes dos vasos sanguíneos, evitando assim a calcificação e o endurecimento arterial que podem sobrecarregar o coração ao longo do tempo”, completa o Dr. Lucas Waldeck, cardiologista da Casa de Saúde São José.

Vitamina K na prevenção de doenças cardíacas

Apesar da importante função de proteção das artérias, o nutriente não atua como um agente de limpeza, capaz de remover gorduras ou placas de aterosclerose já estabelecidas, por exemplo. O papel da vitamina K está mais relacionado à prevenção, com foco no controle da calcificação vascular que ocorre quando as paredes das artérias se tornam rígidas devido ao depósito excessivo de cálcio. 

Além disso, a vitamina ajuda a preservar a flexibilidade e elasticidade das artérias, essencial para a efetiva circulação do sangue, com menos esforço do coração. Nesse sentido, a vitamina K também contribui para a longevidade cardiovascular.

“Alguns dos alimentos mais indicados para a reposição da vitamina K incluem repolho, brócolis, couve, nabo, alface, queijos, gema de ovo e fígado. Por outro lado, o desequilíbrio bacteriano no organismo, chamado de disbiose, pode levar à deficiência de vitamina K2. Esse fator pode ser agravado pelo uso exagerado de antibióticos, que destroem a microbiota intestinal. Neste caso, é recomendada a suplementação da vitamina K2”, orienta a nutricionista.

médica e paciente sentadas uma de frente para a outra. médica segura frasco de remédio e sorri. Paciente tem o cabelo claro, curto e está usando camisa verde e calça jeans e médica tem o cabelo curto cacheado e está usando jaleco branco e camisa azul com estetoscópio no pescoço
A reposição de vitamina K deve ser feita apenas com orientação médica (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)

Ingestão desregrada pode ser prejudicial

Apesar de ser um dos nutrientes mais relevantes para a saúde cardiovascular, a ingestão desregrada de vitamina K pode ser danosa especialmente à saúde do coração. Isso acontece por conta da interação direta da substância com certos medicamentos, como os anticoagulantes indicados em casos de arritmias ou após o transplante de válvulas cardíacas. A vitamina funciona como um “antídoto” natural a esses remédios, portanto, oscilações súbitas na ingestão do nutriente podem prejudicar o tratamento.

“A recomendação principal não é excluir a vitamina K da dieta, mas, sim, manter um consumo constante e estável, permitindo que o médico ajuste a dose da medicação com base nos hábitos alimentares habituais do paciente”, explica o Dr. Lucas Waldeck. 

O especialista orienta que a reposição da vitamina seja feita apenas quando houver indicação e acompanhamento médico. “É fundamental que pacientes com doenças cardiovasculares, especialmente os que estão em uso de anticoagulação, evitem o uso de suplementos vitamínicos por conta própria, pois mesmo doses contidas em multivitamínicos podem interferir no controle da coagulação. Qualquer reposição deve ser feita de forma segura e controlada, com acompanhamento médico”, conclui o Dr. Lucas Waldeck.

Por Bernardo Bruno