Esportes
Atlético-MG define novo prazo para aporte milionário
Investimento de R$ 500 milhões deve sair em maio e promete aliviar dívida bilionária do clube
O Atlético-MG definiu novo prazo para aporte de R$ 500 milhões e reorganiza seu planejamento financeiro para os próximos meses. Inicialmente previsto para abril, o investimento dos acionistas majoritários da SAF foi adiado e agora deve ser concluído ao longo de maio, após entraves burocráticos.
De acordo com o cronograma atualizado, o clube precisa, antes de tudo, convocar o Conselho Deliberativo até o fim de abril. Em seguida, há um prazo legal de até 15 dias para a realização da reunião que analisará e votará a aprovação do aporte.
Burocracia atrasa, mas não impede avanço
Apesar do atraso, o Atlético mantém confiança na concretização do negócio. Isso porque o processo envolve etapas formais exigidas pela estrutura da SAF, o que inclui aprovação interna e ajustes documentais. Assim, a expectativa é que o investimento seja efetivado após a primeira quinzena de maio.
Além disso, o clube trabalha internamente para alinhar todos os detalhes jurídicos e financeiros, evitando novos atrasos. Esse cuidado busca garantir segurança na operação e transparência para os demais acionistas.
Impacto direto na dívida do clube
O aporte de R$ 500 milhões terá papel fundamental na saúde financeira do Atlético-MG. O valor será destinado principalmente à quitação de dívidas bancárias, que representam uma parcela significativa do passivo total.
Atualmente, a dívida do clube gira em torno de R$ 1,8 bilhão. Desse montante, aproximadamente R$ 941 milhões correspondem a débitos com instituições financeiras, o que gera altos custos com juros e compromete o orçamento do futebol.
Com a entrada do novo capital, a tendência é melhorar o fluxo de caixa e reduzir a pressão financeira. Dessa forma, o clube poderá, inclusive, planejar investimentos mais estratégicos no elenco.
Mudança no quadro societário da SAF
Outro ponto relevante envolve a composição acionária da SAF atleticana. Pela legislação, os demais investidores deveriam acompanhar o aporte para manter suas participações proporcionais.
No entanto, o empresário Daniel Vorcaro, que detém cerca de 20% das ações, não deve participar desta nova rodada de investimentos. Com isso, sua fatia será diluída para algo entre 4% e 5%, reduzindo significativamente sua influência.