Brasil
Cada vez mais mulheres acima dos 60 anos continuam trabalhando ou estudando
A reportagem da Super Rádio Tupi conversou com uma especialista que explicou os fatores
No Mês das Mulheres, histórias de idosas que conciliam maternidade, papel de avó, estudos e trabalho, mostram que o envelhecimento está longe de significar estagnação.
Cada vez mais mulheres acima dos 60 anos seguem ativas profissional e intelectualmente, desafiando estereótipos sobre idade e produtividade.
Entre o cuidado com a família e a permanência nos estudos e no mercado de trabalho, essas mulheres enfrentam jornadas que impactam diretamente na saúde física e emocional, especialmente quando há sobrecarga de responsabilidades familiares.
A busca por autonomia e realização pessoal precisa caminhar junto com cuidados com a saúde mental e física, e esse equilíbrio é fundamental para que essa fase seja vivida com vitalidade e bem-estar.
Segundo a médica especialista em Longevidade Consciente e Saúde Mental, Roberta França, o acúmulo de papéis é um dos principais desafios enfrentados pelas idosas.
“O primeiro ponto que considero fundamental é reconhecer os próprios limites. Muitas mulheres foram ensinadas a cuidar de todos ao seu redor, mas não de si mesmas. Por isso, é importante aprender a dizer não, delegar tarefas e respeitar o próprio tempo. Essas atitudes são essenciais para evitar a sobrecarga e o esgotamento”.
Roberta ressalta também as vantagens de manter uma rotina ativa.
“Manter uma rotina ativa é extremamente positivo, mas sempre com equilíbrio. O cérebro se beneficia do estímulo constante: estudar, aprender coisas novas e desenvolver habilidades contribuem para a memória, a atenção e ajudam a reduzir o declínio cognitivo. No entanto, é fundamental estar atento aos próprios limites”.
De acordo com uma pesquisa do IBGE, em 2024, cerca de 25% das mulheres entre 60 e 69 anos estavam ocupadas no mercado de trabalho. Com 70 anos ou mais, eram cerca de 5% das idosas.
A população idosa de 60 anos ou mais cresceu de 22 milhões para 34 milhões, entre 2012 e 2024. Ou seja, cerca de uma a cada 4 pessoas idosas estava ocupada em 2024.