Brasil
Craques dos gramados tentam migrar para a política, mas a maioria encontra dificuldade em converter a fama das arquibancadas em votos decisivos
Lista inclui nomes de peso que brilharam em grandes clubes; entenda quais estratégias foram usadas pelos esportistas para tentar chegar aos gabinetes
A passagem dos gramados para a política não é novidade no Brasil. No Rio de Janeiro, nomes que marcaram a história de clubes como Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo também construíram trajetórias na vida pública depois da aposentadoria.
Em 2026, o movimento voltou a aparecer nas urnas. No estado, o principal nome foi Edmundo, ex-atacante de Vasco e outros grandes clubes, que disputou uma vaga de deputado federal. Donizete Pantera, que passou por Vasco e Botafogo, também concorreu a deputado estadual. Fora do Rio, outros ex-jogadores conhecidos, como Luís Fabiano e Finazzi, entraram na disputa.
Romário: do tetracampeonato ao Senado
Um dos exemplos mais conhecidos da transição do futebol para a política é Romário Faria. Revelado pelo Vasco e com passagem pelo Flamengo, o ex-atacante iniciou a carreira política em 2010, quando foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Quatro anos depois, Romário chegou ao Senado. Na eleição de 2014, recebeu 4.683.963 votos, o equivalente a 63,43% dos votos válidos, e derrotou o então candidato Cesar Maia.
A trajetória política do ex-jogador inclui atuação relacionada ao esporte e à defesa dos direitos das pessoas com deficiência. O tetracampeão mundial de 1994 permanece como um dos principais exemplos de atleta brasileiro que migrou para a política.
Bebeto: parceiro de Romário também entrou para a política
Companheiro de ataque de Romário na seleção brasileira, Bebeto também construiu carreira política no Rio de Janeiro.
O ex-atacante foi eleito deputado estadual em 2010 e conseguiu a reeleição em 2014 e 2018. Depois, disputou uma vaga de deputado federal em 2022, mas ficou como suplente. A trajetória eleitoral registra, portanto, três eleições consecutivas para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Edmundo: o Animal também tentou uma vaga em 2026
Em 2026, Edmundo voltou a aparecer nas urnas. Ídolo do Vasco e com passagens por outros clubes brasileiros e pela seleção, o ex-atacante concorreu a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Edmundo recebeu 35.725 votos, mas não conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados. O resultado o colocou entre os nomes ligados ao futebol que tentaram transformar a popularidade construída nos gramados em uma carreira eleitoral neste ano.
Donizete Pantera também disputou eleição no Rio
Outro nome conhecido do futebol carioca que concorreu em 2026 foi Donizete Pantera. O ex-atacante teve passagens por Vasco e Botafogo e disputou uma vaga de deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
Nas urnas, Donizete recebeu 4.884 votos e terminou como suplente. O ex-jogador teve votos em 83 municípios fluminenses, sendo 2.433 deles na capital.
Deley: do Fluminense à Câmara dos Deputados
A relação entre futebol e política no Rio também passa por Deley. Ex-jogador do Fluminense, o ex-atleta atuou profissionalmente pelo clube entre 1976 e 1987. Depois, passou por Palmeiras, Belenenses, Botafogo e Volta Redonda.
Após deixar os gramados, Deley entrou para a vida pública. Em 2002, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro e posteriormente conquistou novos mandatos na Câmara. Sua trajetória inclui ainda atuação na área esportiva antes da chegada ao Congresso.
E outros nomes do futebol em 2026?
A presença de ex-jogadores nas eleições deste ano não ficou restrita ao Rio. Em São Paulo, por exemplo, Luís Fabiano concorreu a deputado federal pelo MDB. O ex-atacante recebeu 9.613 votos, mas não foi eleito. Finazzi, também candidato a deputado federal por São Paulo, recebeu 1.069 votos.
Outro nome conhecido do futebol que entrou na disputa foi Vanderlei Luxemburgo. Embora tenha ficado marcado principalmente pela carreira como treinador, ele também foi jogador profissional. Em 2026, concorreu ao Senado pelo Tocantins, mas recebeu 67.987 votos e não foi eleito.
