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Desocupação sobe em 15 estados no primeiro trimestre; 12 ficam estáveis

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Brazilian labor portfolio. Written "Work and Social Security Card" in Portuguese

O aumento da taxa de desocupação para 6,1%, no primeiro trimestre, refletiu a alta do desemprego em 15 estados, em relação ao quarto trimestre de 2025. As maiores taxas de desocupação foram no Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). Já as menores foram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada hoje (14), pelo IBGE.

Os maiores aumentos foram no Ceará (2,3 p.p.), Acre (1,8 p.p.), Tocantins (1,6 p.p.), Mato Grosso do Sul (1,4 p.p.), Paraíba (1,3 p.p.), Maranhão (1,3 p.p.) São Paulo (1,3 p.p.) Alagoas (1,2 p.p.), Bahia (1,2 p.p.), Pará (1,2 p.p.), Goiás (1,2 p.p.), Minas Gerais (1,2 p.p.), Rondônia (1,1 p.p.), Espírito Santo (0,8 p.p.) e Santa Catarina (0,5 p.p.). As demais ficaram estáveis.

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a desocupação aumenta historicamente no primeiro trimestre por causa da dispensa de trabalhadores temporários, seja devido à tendência de recuo no Comércio nesse período do ano, seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de Educação e Saúde no setor público municipal.

“É importante lembrar também que outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demostrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano”, ressalta William.

Piauí tem a maior taxa de subutilização e Santa Catarina, a menor

A taxa composta de subutilização foi de 14,3% no primeiro trimestre. Esse indicador agrega o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada. O Piauí (30,4%) teve a maior taxa, seguido por Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%). As menores taxas foram em Santa Catarina (4,7%), Mato Grosso (6,7%) e Espírito Santo (7,0%).

O percentual de desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) no primeiro trimestre foi de 2,4%. Maranhão (10,3%), Alagoas (9,2%) e Piauí (7,6%) tiveram os maiores percentuais, enquanto os menores estavam em Santa Catarina (0,3%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Goiás (0,7%).