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Elon Musk contesta resultado de eleição no Brasil e TSE rebate dados
Bilionário apontou avanço improvável nas urnas; relatórios oficiais mostram queda histórica na abstenção e migração expressiva de eleitores
O empresário Elon Musk usou a rede social X nesta segunda-feira (26/10) para questionar o resultado da eleição brasileira. O bilionário confrontou o desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro entre o primeiro e o segundo turnos.
Musk classificou o avanço do petista como “improvável”. Conforme publicou o proprietário da plataforma, o acréscimo de 10,3 milhões de votos obtidos por Lula de uma etapa para outra, saindo de 53,9 milhões para 64,1 milhões, seria inacreditável.
Dados do TSE rebatem declarações
Os relatórios do Tribunal Superior Eleitoral trazem dados que contrariam o empresário. Houve atração de eleitores que votaram em outros concorrentes na etapa anterior, encolhimento de votos em branco e nulos, além de um recuo histórico na taxa de ausências.
O índice de faltosos diminuiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% na etapa final. Essa diferença de 1,87% significou a presença de mais 2,83 milhões de eleitores nas urnas.
Questionamentos sobre horário de votação
Na mesma segunda-feira, Musk compartilhou uma postagem de Martin de Luca sobre o adiamento do término do pleito e reagiu com a palavra “Uau”. O autor da mensagem é um advogado que atua para empresas associadas a Donald Trump.
O defensor reprovou a rapidez da alteração no funcionamento dos colégios eleitorais, fez insinuações de manipulação e comparou Lula a Nicolás Maduro. O pedido para estender o horário partiu tanto da equipe do petista quanto dos representantes de Flávio Bolsonaro.
A decisão coube ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, motivada por alertas sobre falhas no transporte público em pelo menos dez estados. Foram verificados problemas de locomoção em cidades baianas como Lauro de Freitas, Feira de Santana e Salvador.
A defesa petista alegou que a prorrogação asseguraria a “igualdade entre os eleitores”. Zanin estendeu o fim das atividades das 17h para as 19h, pelo horário oficial de Brasília, aplicando a medida apenas a seções abertas, sem reabrir cabines já fechadas.