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Em entrevista à Super Rádio Tupi Alexandre Padilha diz que um dos desafios do SUS nos próximos anos é o envelhecimento da população
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, na manhã desta sexta-feira, (28), do Seminário “Desafios e Perspectivas para a Saúde no Brasil”, promovido pela FGV Justiça. O encontro teve , entre outros temas, o impacto da judicialização da saúde, bem como os desafios relacionados às mudanças climáticas. Em entrevista à Super Rádio Tupi, o ministro disse que um dos desafios do SUS, nos próximos anos e tratar o envelhecimento da população, no Brasil.
– São 3 milhões de 800 mil idosos acamados no Brasil que são cadastrados pelo Ministério da Saúde. Então tem um cuidado específico para esse idoso. Um outro que a gente começa a ter o que chamam de hospitais comunitários dos idosos que são espaços, hospitais específicos, cuidosos, você tem um cuidado preparado nas equipes preparadas para isso. E o aumento cada vez mais do acesso aos medicamentos. Farmácia Popular é um sucesso, são mais de 27 milhões de usuários. A gente pensa e está analisando junto, inclusive com o setor, de discutir e incorporar no farmácia popular, o tele-atendimento, possibilidade de coleta de exames lá na unidade para facilitar a vida do idoso no cuidado e no acompanhamento dos problemas de saúde –.
O ministro também disse que outra preocupação é a elevação da temperatura e os impactos diretos desse grupo da sociedade.
– O impacto das mudanças climáticas, o aumento da temperatura média, desastres, sobretudo, o aumento da temperatura média impacta muito nos idosos, porque é uma pessoa que toma remédio para pressão alta, diabetes, agente coagulante, meses pulmonares, muitas vezes descompense durante a temperatura média. Então, esse é um termo, inclusive a gente tem aqui no Rio de Janeiro, foi do Ministério da Saúde hoje é um protocolo nacional um calor extremo, orientando as pessoas no meio de que tem um aumento em produtora médica a fazer nós estamos construindo unidades de saúde preparados e resilientes para a situação e o outro em envelhecimento o nosso esforço é reorganizar o SUS para cuidar dos idosos – finalizou.
A doutora Ludhmila Hajjar, professora titular de Emergências Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que fez a palestra magna do evento, disse que a atenção básica de saúde deve focar em decisão e não em reação.
– A nossa atenção primária em saúde é eficiente, mas ela também é uma tomadora de responsabilidade de famílias. Então, tem problema de hipertensão, tem problema de diabetes, mas sem controle. Quantos hipertensos estão controlados? Quantos diabetes são normoglicêmicos e se Isso é fazer política autêntica. Nós temos que ser muito mais predição, tomada de decisão e não reação – disse ela.
O seminário foi realizado no auditório do Centro Cultural da FGV, na Praia de Botafogo.

(Fotos: Marcos Antonio de Jesus / Super Rádio Tupi)