Esportes
Em meio a crise, Itália pode perder direito de sediar Eurocopa
Maior competição do continente pode acontecer somente na Turquia
A Eurocopa 2032, prevista para ser realizada em conjunto entre Itália e Turquia, está sob ameaça — ao menos no lado italiano. De acordo com portais esportivos internacionais, o país vive um momento crítico que pode colocá-lo fora da organização do torneio.
A situação ganhou força após a grave crise institucional no futebol italiano, marcada por:
- Eliminação da seleção para a Copa do Mundo de 2026
- Terceira ausência consecutiva em Mundiais
- Renúncias na federação e mudanças internas
Esse cenário levou o presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, a fazer um alerta contundente: se não houver melhorias estruturais, a Itália pode perder o direito de sediar o torneio. (ge)
🏟️ O principal problema: estádios ultrapassados
O grande entrave para a Itália é a infraestrutura esportiva. Segundo diversas fontes internacionais:
- Apenas um estádio italiano atende atualmente aos padrões da UEFA
- A maioria das arenas precisa de modernização urgente ou reconstrução
- Projetos enfrentam atrasos, burocracia e entraves políticos
Čeferin foi direto ao afirmar que a infraestrutura italiana está “entre as piores da Europa”, colocando assim o país em desvantagem, até mesmo em relação a nações menores.
⏳ Prazo decisivo e risco real
A Itália precisa cumprir exigências claras da UEFA para manter sua posição como sede:
- Definir cinco estádios aptos até outubro
- Iniciar obras ou reformas até prazos estabelecidos (como 2027)
Assim, caso essas metas não sejam atingidas, há possibilidade concreta de:
👉 A Turquia assumir sozinha a Euro 2032
👉 Redistribuição de jogos para outros países
👉 Retirada completa da Itália como sede
Čeferin resumiu a situação de forma clara: “Se a infraestrutura não estiver pronta, o torneio não será realizado na Itália”.
📉 Comparação com outras potências europeias
O atraso italiano fica ainda mais evidente quando comparado a outros países:
- Alemanha, Inglaterra e França modernizaram dezenas de estádios desde 2007
- A Itália, por outro lado, realizou muito poucas reformas no mesmo período
Isso impacta não apenas a Euro, mas também receitas, competitividade e imagem do futebol local.
🔍 Bastidores: política, clubes e impasses
Outro fator que pesa contra a Itália é a complexa relação entre:
- Clubes (como Milan, Inter e Roma)
- Autoridades públicas (donas de muitos estádios)
- Governo central
Esses conflitos dificultam reformas e atrasam projetos essenciais, colocando em risco o cronograma exigido pela UEFA.