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Geraldo Luís dispara contra audiência do SBT e cobra resgate do perfil popular
Apresentador destaca a força da história da emissora e incentiva resgate de programas populares: comunicador aposta em virada na programação
Sete meses após sua saída do SBT, Geraldo Luís fez críticas públicas à situação atual da emissora. Em entrevista ao podcast “SaladaCast”, o comunicador lamentou a falta de ousadia do canal e afirmou que a empresa vem aceitando disputar números baixos no Ibope em vez de resgatar sua identidade histórica.
O apresentador relembrou reportagens de forte repercussão que comandou no “Balanço Geral”, na Record, que costumavam vencer o canal concorrente. Ele defendeu que a emissora da família Abravanel precisa ter coragem para voltar a exibir coberturas com esse mesmo perfil e reaproveitar o perfil popular que sempre teve.
Ao analisar a ligação dos telespectadores com a rede de televisão, Geraldo destacou que a audiência ainda é leal, mas enxerga a grade distante das raízes da estação. “O SBT tem um DNA maravilhoso, mas um DNA que o SBT está deixando um pouco de lado”, afirmou o apresentador, acrescentando que a empresa necessita resgatar “uma veia que tá seca”.
Avaliação sobre os índices de audiência
Geraldo também expressou insatisfação com a postura das produções em relação aos resultados obtidos no Ibope. Para o comunicador, o fato de a televisão aberta ter perdido público de forma geral não justifica uma acomodação da emissora com médias reduzidas.
“Eu não aceito hoje o pessoal brigar por 3, 4 pontos. Eu acho de uma mediocridade”, disparou o jornalista. Segundo ele, com a aplicação de planejamento e o desenvolvimento de projetos mais arrojados, o canal teria capacidade de retornar a índices de até 8 pontos de audiência.
Bastidores contratuais da saída do canal
A saída do jornalista ocorreu após um período marcado por incertezas contratuais. De acordo com informações apuradas por Gabriel de Oliveira, do jornal “O Dia”, Geraldo buscava assinar um contrato fixo com a casa, mas prestava serviços somente sob regime de obra, o que o deixava ameaçado de deixar o canal caso o projeto chegasse ao fim.
Segundo a coluna, a direção não pretendia firmar um vínculo profissional de longo prazo antes de definir o futuro do programa. Para contornar a insatisfação do comunicador durante o período de negociação contratual, o executivo Rinaldi Faria chegou a ceder uma vaga de estacionamento para o apresentador.