Esportes

‘Livre, leve e solto’! Wagner Menezes completa 36 anos de jornalismo esportivo

Comunicador também chega a marca de 24 anos de sua segunda passagem pela Super Rádio Tupi. São 8 Copas do Mundo, 6 Olimpíadas e 56 países conhecidos em viagens para transmissões esportivas

Por Pedro Henrique Leite

(Foto/Arte: Érika Corrêa/Super Rádio Tupi)

Apresentador do “Giro Esportivo”, da Super Rádio Tupi, o comunicador Wagner Menezes, de 50 anos, completa nesta segunda-feira (01) 36 anos de jornalismo esportivo e 24 anos de sua segunda passagem pela “mais querida”. Ao longo de quase quatro décadas, Wagner passou de repórter a coordenador de equipes e apresentador. Uma história pautada pelo talento e identificação com o rádio e com a Tupi.

“Comecei a me interessar pelo rádio aos 4 anos de idade. Eu ouvia as transmissões de Fórmula l pela extinta rádio Eldorado e ficava imaginando um dia estar na Inglaterra, na França, na Itália. Meu sonho, na verdade, era conhecer os lugares, os outros países. E ainda criança pensei em que profissão conseguiria isso. Com 5 anos pedi ao meu pai, já falecido, que investisse em kart. Eu queria começar no kart pra depois ser piloto de Fórmula l. Meu pai chegou a bancar cinco corridas no kartódromo da Lagoa Rodrigo de Freitas, mas vi que não tinha nenhuma habilidade. Mesmo assim, ficava pensando de que forma conseguiria realizar meu sonho. Fui pesquisar. Depois pensei ser piloto de avião. Mas se tornar piloto internacional demoraria 25 anos e abortei essa ideia. Com 15 anos, mandei uma carta pra um senhor que tinha um programa de rádio na Bandeirantes. O nome dele era Carlos Ramiro. Pedi um teste pra tentar começar a fazer rádio. Ele ligou pra minha casa e disse que a vaga era minha”, contou Wagner.

Quis o destino que Wagner Menezes fosse mesmo fazer rádio. A primeira vez que pegou em um microfone foi em 1º de março de 1985, na Rádio Bandeirantes. Naquele mesmo ano, passou para a Rádio Carioca.

Em 1º de março de 1986, Edson Mauro (narrador) e Kléber Leite (chefe de reportagem) fizeram contato com o jovem, mas já reconhecido profissional para oficializar um convite à Super Rádio Tupi. A partir daí, Wagner passou a conviver com aqueles que ouviu durante toda a juventude: Doalcei Bueno de Camargo, Cesar Rizzo, Sérgio Moraes, Antônio Porto, Sergio Noronha, Carlos Marcondes, Raimundo Mendonça, Kléber Leite, Loureiro Netto, Ronaldo Castro, Claudio Pierrot, Marco Aurélio.

Wagner Menezes chegou para ser o sétimo repórter da Tupi. Era folguista de Fluminense, Botafogo, América e Bangu. Em pouco tempo de casa, ele passou a coordenar essa equipe, que tinha cerca de 45 profissionais. A primeira passagem pela Tupi foi até novembro de 1988. Um mês antes, o Luiz Penido chega à emissora após deixar a Rádio Globo e um novo time é montado.

“Em 1º de janeiro de 1989 fui pra Rádio Capital, Rio e São Paulo, para me preparar pra cobrir a minha primeira Copa do Mundo, que foi a de 90. Essa primeira Copa, da Itália, é muito marcante. Ela simboliza o início da realização do meu sonho de menino de conhecer o mundo. Viajei bastante na preparação do Brasil para a Copa. E hoje já são oito Copas do Mundo no currículo”, relembrou ao comemorar a marca.

Foi na Rádio Capital que Wagner começou a abrir jornadas esportivas, função que o consagrou ao longo do tempo. Dessa forma, inclusive, criou bordões famosos como: “livre, leve e solto” e “agitando a massa”.

“Lá eu tive o prazer de conviver diariamente com o maior ídolo, o maior monstro sagrado do rádio: Waldir Amaral. A ele toda minha gratidão. Amaral me ensinou tudo o que sei até hoje, em abrir jornada, fazer ponta, ser repórter, em criar bordões. Waldir Amaral ensinou, pelo menos, a quatro gerações de profissionais do rádio esportivo brasileiro. A grande referência, o grande gênio do rádio foi Waldir Amaral. Eu tive a honra de conviver com ele na Rádio Capital e, depois, na Rádio Record”, contou Wagner.

Da Rádio Record para Rádio Nacional a convite de Luiz Penido. Lá, Wagner participou da abertura da Copa do Mundo de 94 ao lado do Wellington Campos e Sérgio Guimarães, setoristas de Vasco e Fluminense, respectivamente, na atual equipe de esportes da Super Rádio Tupi. Também na Nacional, o comunicador teve o prazer de trabalhar ao lado de outro gênio: Chico Anysio.

De 1995 a 1997, Menezes esteve na Rádio Tropical, mais uma vez com Luiz Penido, que tinha uma equipe bem enxuta e um outro projeto. “Era uma emissora de samba, pagode e futebol. Foi nesse período que estreitei minha relação com vários nomes como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Almir Guineto”, relatou.

Em 1º de março de 1997, Wagner volta à Tupi como setorista da Seleção Brasileira, do Vasco da Gama e responsável por abrir as jornadas esportivas. Foi nesse período que Wagner chancelou seu nome da história da emissora e do rádio brasileiro. Foi Wagner Menezes o repórter que invadiu o campo e pegou a primeira sonora no Romário ao marcar o milésimo gol.

“Ao longo desses anos todos na Tupi preciso destacar duas coisas. A primeira delas é trabalhar ao lado de José Carlos Araújo. De conviver com ele. A gente aprende muito com ele. É um exemplo de profissionalismo. Além dele, cito o ‘Velho Apolo’, que me ajudou muito no meu crescimento profissional. Trabalhar com Garotinho e Apolinho é fundamental para qualquer profissional. É enriquecedor”, afirma.

Além do “Giro Esportivo” e da abertura dos jogos, Wagner é gestor do departamento de esportes da Tupi e também comanda os programas “Show da Galera” desde 2012. Aquele sonho de outrora segue se realizando a cada dia. Wagner conheceu 56 países em transmissões esportivas e coleciona histórias para incontáveis resenhas.

Comentários
enquete

Dia Mundial do desenhista: Você gosta de desenhar?

Carregando ... Carregando ...


AO VIVO
OUÇA AO VIVO
VOLTAR AO SITE
15 de Abril de 2021 - 96.5 FM
OUÇA AQUI
Giro Esportivo
« Programa Anterior
Nenhum programa encontrado
Próximo Programa »
  • Transmissão em Vídeo
Acompanhe também »