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Marcelo Chamusca destaca evolução do Botafogo apesar da derrota nos pênaltis: “A gente mereceu vencer nos 90 minutos”

Alvinegro ganhou por 1 a 0 no tempo normal, mas perdeu nas penalidades

Por Bruno Gentile

(Foto: Vitor Silva/Botafogo)

O Botafogo saiu de campo com uma vitória por 1 a 0, neste sábado (22), em São Januário, diante do Vasco, mas o gol de Gilvan não foi suficiente para dar ao Alvinegro o título da Taça Rio. Isso porque, nas penalidades, o Glorioso foi derrotado por 3 a 0, sem sequer converter uma cobrança, vendo Vanderlei fazer três defesas. Na entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Marcelo Chamusca ficou, pelo menos, contente com o desempenho da equipe na partida, apesar de não ter levado o troféu, e destacou a evolução do grupo na competição.

“Acabamos o Campeonato Carioca com um time consistente, a gente mereceu vencer nos 90 minutos, tivemos mais oportunidades, posse, controle de jogo, contra um clube que vai jogar a mesma divisão que nós e deve brigar por uma vaga. Vamos começar com o sentimento que podemos evoluir muito. Vão chegar novos atletas. O calendário é positivo, a gente sai com a sensação de que o elenco está consistente e competindo, e a postura nos deixa otimista. Vamos competir em um nível alto”, falou.

Chamusca também fez um balanço rápido dos setores defensivo e ofensivo do Botafogo. “Nos últimos quatro jogos, tomamos só um gol. Hoje, as oportunidades do Vasco foram de fora da área. Mas a gente precisa evoluir no ataque, ser mais assertivo. Temos um time equilibrado, mas precisamos acertar e evoluir. A gente cresceu muito nessas semanas. No jogo de ida, mostramos equívocos, o adversário nos pressionou na saída, mas hoje melhoramos. Poderíamos ter feito 2 a 0 e conquistado o título. Mas faz parte do futebol. Vamos trabalhar durante a semana para evoluir”, analisou.

Agora, com o fim da Taça Rio e, consequentemente, do Campeonato Carioca, o Glorioso voltará as atenções para a estreia na Segunda Divisão do Brasileirão, diante do Vila Nova, na próxima sexta-feira (28), às 21h30, em Goiás. Marcelo, inclusive, foi perguntado sobre o duelo e projetou o confronto. “A equipe deles vem bem, está na final do Goiano. Os jogadores são experimentados, já começamos a estudar o adversário. Precisamos manter a consistência defensiva e melhorar a ofensiva. Vai ser importante nessa competição tão difícil que é a Série B. Precisamos melhorar a construção, a fase de ataque. Foram 14 finalizações com quatro acertos, mas precisamos evoluir”.

Confira outros assuntos tratados na entrevista coletiva de Marcelo Chamusca:

Comportamento dos jogadores

“É muito difícil perder uma final, mas o comportamento do time deixou não só a comissão técnica mas os jogadores que a gente competiu do jeito que as pessoas esperam do Botafogo. São jogadores de caráter, que sentem. Na semana passada cobramos muito, e hoje já foi demonstrado. O jogo nos dá um sentimento de crescimento como equipe, mecânica de jogo. O adversário é um dos que tem maiores investimentos da competição. Mas sabemos que precisamos trabalhar muito. Para com todo respeito tentar sair com uma vitória sobre o Vila Nova. O Botafogo tem que brigar em cima”

Trabalho durante a semana

“A gente sabia que podia entregar mais, ter uma eficácia maior. Os jogadores foram estimulados em todos os momentos a buscar essa melhora. Não houve nenhum treinamento mirabolante, a gente apenas fez eles entenderem que poderia ser melhores e transferir para o jogo o que estavam fazendo no treino. É um processo de construção, eles se conhecem melhor, se entrosam, melhoram a transição. Não é uma coisa que a gente consiga criar da noite para o dia. Mas a gente pode evoluir e vamos continuar trabalhando para evoluir mais”

Cobrança de pênaltis nos treinos

“Treinamos na quinta e na sexta. Os jogadores eram cobradores de pênaltis nas outras equipes que defenderam. Mas não houve desestabilização em nenhum momento. Cobrança de pênalti é sempre complicado de analisar. A gente não pode esquecer, existe cobrador e o mérito do goleiro. O Vanderlei é um goleiro que tem currículo muito bom desde o Santos. É até contraditório. Perdemos o campeonato por um pênalti que não foi marcado para nós. O (primeiro) jogo terminaria 1 a 1 e nós teríamos o título. Poucas pessoas vão se lembrar”

Reforços

“Eu não posso falar individualmente sobre os jogadores porque não foram contratados. Todos que são contratados chegam para agregar. Ser titular, vai depender do jogador. Meu papel é fazer uma análise e botar os melhores para jogar. Se mostrarem qualidade, claro que vão ter oportunidade. Depende da performance”



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