Brasil

Para presidente do Banco Central preços de alimentos sobem por causa de commodities e câmbio

Presidente do Banco Central disse que o Brasil tem um colchão de liquidez muito grande para fazer frente à crise econômica

Por Marcos Antonio de Jesu

(Foto: Reprodução/Agencia Brasil)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o Brasil enfrenta alta no preço dos alimentos por questões como valor de commodities e pressão cambial. Em evento da The Economist, ele ressaltou que a pandemia também contribuiu para elevar os preços, uma vez que os brasileiros substituíram gastos com serviços por mais alimentação em casa. “Temos visto maior consumo das pessoas que estão nos programas de renda”, acrescentou.

Durante o evento, o presidente do BC lembrou que há ainda muitas incertezas em relação à progressão da pandemia e que alguns países descobriram mutações do coronavírus, mas que a vacina será o que mudará o jogo definitivamente.

“Vimos que os mercados fizeram com a especulação da vacina”, afirmou ele, em referência ao anúncio da Pfizer e da BioNTech de que a vacina experimental que desenvolvem de forma conjunta se mostrou 90% eficaz na prevenção do coronavírus, o que animou mercados pelo mundo.
O presidente do Banco Central disse que o Brasil tem um colchão de liquidez muito grande para fazer frente à crise econômica trazida pela pandemia do coronavírus. “Vamos usar toda liquidez antes de pensar em outras medidas”, afirmou.

Ele ressaltou que, diante da abundância de liquidez, o governo brasileiro resolveu disponibilizar recursos para os bancos repassarem ao mercado e ponderou que o Banco Central não tem departamento para avaliar créditos.

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