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Polícia desmonta rede de roubo de celulares que invadia bancos no Rio

Investigação revela como bando usava contas bancárias das vítimas em compras e reforça alerta essencial para proteger celulares desbloqueados

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Homens, um sendo escoltado, próximo a carro de polícia com '15ª DP' e '4488'
Diego Perez, apontado como chefe de esquema de roubo de celulares, é detido em operação da Polícia Civil no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil prendeu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, um homem apontado como chefe de um esquema especializado em roubo de celulares no Rio de Janeiro. A apuração conduzida pela Delegacia da Gávea revelou que o grupo criminoso atuava nas zonas Sul e Norte da capital fluminense, onde invadia aplicativos de bancos para fazer compras.

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de Diego Perez durante a operação. A defesa do acusado comunicou que pretende solicitar a revogação da ordem judicial.

Atuação do grupo e valores pagos por aparelhos

Os assaltantes contratados pela quadrilha recebiam entre R$ 800 e R$ 1,2 mil por cada telefone entregue. A remuneração variava conforme o modelo do aparelho e a facilidade de acesso, com preferência para celulares já desbloqueados.

Entre os episódios investigados está uma abordagem no Túnel Zuzu Angel, em São Conrado. Uma motorista teve o veículo cercado e entregou joias e o aparelho sob ameaça. A vítima destravou o automóvel após um assaltante exibir arma, bater na janela e gritar: “abre, abre, abre”. O telefone dela acabou repassado ao bando gerenciado por Diego.

Compras presenciais com cartões das vítimas

Com os telefones em mãos, os envolvidos usavam cartões cadastrados em compras presenciais. Câmeras de segurança registraram Diego em um centro comercial de Duque de Caxias acompanhado por Paulo Eduardo dos Santos Pinto, comparsa visto comprando brinquedos no local.

Uma mulher ajudou a colocar as mercadorias no carro de Diego. As apurações confirmaram que recursos subtraídos de duas vítimas de roubo custearam esses gastos. Responsável por recrutar executores e distribuir armas de fogo, Paulo Eduardo segue foragido e não foi localizado pela reportagem.

Apreensões na residência do acusado

Na casa de Diego, os policiais civis apreenderam 29 aparelhos roubados, um revólver com munições e diversos itens recém-adquiridos, incluindo os brinquedos vistos nas imagens. Os agentes recolheram também caixas de bebidas alcoólicas que o suspeito comercializava em festas e eventos.

As diligências prosseguem para identificar outros membros do esquema. “Quem compra celular roubado está cometendo crime de receptação e fomentando toda essa indústria do roubo no nosso estado”, afirmou a delegada Daniela Terra ao destacar o impacto do comércio ilegal.