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Capital Fluminense

‘Preconceito religioso já passou de qualquer limite no Rio’, afirma deputado Átila Nunes

Parlamentar que é integrante da comissão de intolerância religiosa teme que pessoas sejam assassinadas no estado

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Grupo homenageia Iemanjá
Grupo homenageia Iemanjá (Foto: Reprodução)
Grupo homenageia Iemanjá

Grupo homenageia Iemanjá (Foto: Reprodução)

O deputado estadual, Átila Nunes, um dos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito Contra a Intolerância Religiosa, da Alerj classificou inaceitável o ataque ao grupo de umbandistas, durante um evento de Iemanjá na Praia da Bica, na Ilha do Governador.

De acordo com a denúncia, um morador do bairro da Zona Norte do Rio realizou disparos com arma de fogo e ofensas de cunho racista e de intolerância religiosa. Ao todo, eram quase mil fiéis presentes na entrega de presentes à rainha do mar.

O suspeito, que estava próximo ao local, fez disparos e ataques verbais como “macacos”, “macumbeiros” e “demônios”. Segundo a Polícia Civil, o autor das agressões já foi identificado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

O suspeito será intimado para prestar depoimento na delegacia e demais diligências serão realizadas para esclarecer os fatos. Ao ser questionado sobre o caso, o deputado Átila Nunes fez um desabafo:

“Esse episódio que aconteceu na Ilha do Governador, quando um grupo de umbandista estava entregando oferendas à Iemanjá na Praia da Bica e o vizinho começou a atirar; vejam, atirar! Ele não começou só a xingar, ele realmente chegou ao ápice de atirar com uma arma de fogo contra o grupo. Isso ai só vem comprovar que a intolerância, o preconceito religioso, ele já ultrapassou todos os limites aqui no estado do Rio de Janeiro. O que era apenas um xingamento, virou apedrajamento, virou agressão e mais dias, menos dias, nós teremos casos de morte aqui no estado do Rio de Janeiro.”, afirmou o parlamentar.

Segundo testemunhas, o agressor disparou seis vezes e quando percebeu que estava sendo filmado, foi orientado pelo filho a jogar a arma no chão. Entretanto, segundo relatos, o homem, que não teve a identidade divulgada, voltou a segurar a arma e ameaçar novamente os fiéis.

Por meio de nota, a Polícia Civil afirmou que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância instaurou inquérito e investiga o caso. Testemunhas foram ouvidas e os agentes estão em busca de imagens de câmeras de segurança que tenham registrado a ação.

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