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Tutor leva gata de 19 anos para eutanásia e recebe notícia chocante meses depois: animal estava vivo e procedimento nunca foi realizado pelo hospital

Família descobriu a falha grave ao ser notificada sobre o erro; veterinária teve que reembolsar o valor pago pelo serviço que não aconteceu

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Gato de olhos azuis com pelagem marrom, branca e creme olhando para frente
Um funcionário de uma clínica veterinária manteve uma gata viva após pedido de eutanásia dos tutores. Foto: Tyler Jagt

Uma família de Senoia, na Georgia, Estados Unidos, descobriu que sua gata de 19 anos continuava viva meses após ter sido deixada em um hospital veterinário para eutanásia. O proprietário, Brian Jagt, registrou um boletim de ocorrência na polícia local ao saber que um funcionário do Hospital Veterinário de Senoia não realizou o procedimento.

A família levou a gata, chamada Annie, para a eutanásia em fevereiro de 2025. Após o registro do boletim de ocorrência, o hospital reembolsou os valores pagos pela família Jagt. Annie foi submetida à eutanásia em 13 de agosto.

Declínio na saúde motivou decisão

Brian e sua família optaram pelo procedimento após Annie apresentar “um declínio acentuado na saúde“. A gata sofria com dores de artrite e falta de apetite. Além disso, urinava sangue, não conseguia mais pular e miava em direção à parede durante a noite, sinais associados à demência em felinos.

A descoberta de que Annie estava viva ocorreu meses depois, quando Tyler, filho de Brian, foi informado por um amigo que trabalha no hospital. A gata, que fazia parte da família desde 2006, vinha sendo mantida viva secretamente.

“Minha família está muito preocupada com o fato de o veterinário estar mantendo-a viva além do razoável, em detrimento da saúde da gata”, disse Jagt no relatório policial.

O proprietário expressou sua maior angústia com a situação. “A parte mais difícil de tudo isso, a coisa que não consigo superar, é que ela acha que a abandonamos um dia na clínica”, declarou Brian. “É isso que me tira o sono. Ela achou que simplesmente a tínhamos abandonado”.

Uma porta-voz do Senoia Animal Hospital informou que o funcionário responsável por manter Annie viva foi demitido. Um veterinário da clínica teria afirmado que a eutanásia não seria necessária, mas admitiu que a informação não foi comunicada à família. “Reconhecemos, no entanto, que não conseguimos honrar a confiança que a família depositou em nós e fizemos todos os esforços para corrigir a situação”.