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“Vivemos um momento excepcional”: Douglas Ruas defende cautela e diálogo com STF

Douglas Ruas (PL) busca diálogo com governador interino e STF para estabilizar RJ

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Foto: Thiago Lontra/ALERJ

O recém-eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), afirmou, durante coletiva nesta sexta-feira (17), que terá como prioridade a interlocução direta com o Supremo Tribunal Federal (STF) para destravar o impasse jurídico sobre o modelo de escolha do novo governador fluminense.

Supremo deve definir sucessão no Palácio Guanabara

Ruas pretende consultar os ministros da Corte para acompanhar as ações que definirão se o estado terá eleições diretas ou indiretas. Para o deputado, o cenário atual é de absoluta excepcionalidade e exige cautela de todos os agentes políticos envolvidos.

“Não daremos passo algum sem dialogar com as outras instituições. Vivemos um momento excepcional e precisamos de calma para recuperar a normalidade”, declarou o parlamentar ao defender a harmonia entre os poderes.

Sobre a possibilidade de assumir o comando do Executivo fluminense, o presidente da Alerj evitou antecipar movimentos. Ele argumentou que existem múltiplas interpretações sobre as recentes decisões do Judiciário e que cabe apenas ao Supremo dar a última palavra sobre o tema.

Douglas Ruas. Foto: Divulgação / Alerj

“O fato novo é a eleição na Alerj, mas quem deve interpretar isso é o Supremo. Não será a minha visão ou a de qualquer outro político que prevalecerá”, afirmou Ruas.

O deputado destacou que a consolidação da nova Mesa Diretora da Assembleia é um marco para estabilizar a política local. Segundo ele, o Legislativo cumpriu seu rito interno rigorosamente para ajudar o Rio a sair de um período de interinidade nos três poderes.

Auditorias e rombo fiscal de R$ 19 bilhões

Ruas apoiou as ações de fiscalização do governador interino Ricardo Couto e deve se reunir com ele nesta sexta para alinhar agendas. Ele elogiou auditorias e revisão de contratos, destacando o déficit de cerca de R$ 19 bilhões.

“O estado necessita de cortes em despesas e equilíbrio contábil. Qualquer auditoria é positiva para ajudar a reorganizar as contas públicas”, afirmou.

O deputado também criticou a oposição por tentar judicializar a eleição da Alerj: “Eles buscam no Judiciário o que não alcançaram nas urnas”.

Ao final, defendeu o voto direto como saída para a crise: “O voto direto é a via mais legítima para que o povo defina quem deve governar”.