Denzel Washington, 71, revelou em entrevista à revista “Esquire” que decidiu abandonar o consumo de álcool quando tinha 60 anos, após décadas mantendo o hábito em grandes doses diárias. Desde então, o astro de Hollywood também passou a dar mais atenção à alimentação e à prática de exercícios físicos.. "Vinho era a minha paixão", afirmou ele, que chegou a construir uma adega em 1999 com capacidade para armazenar 10 mil garrafas. O consumo era frequente e envolvia rótulos de alto valor. "Eu estava abrindo garrafas de US$ 4 mil (cerca de R$ 20 mil) só porque era o que tinha sobrado. Bebia duas garrafas de vinho por dia".
O ator deu detalhes dos efeitos do período em que bebia, com os impactos que o hábito teve sobre sua saúde. "Eu causei muitos danos ao meu corpo", disse. Em seguida, reforçou o momento em que decidiu mudar: "Parei aos 60 e não bebi nem um pouquinho desde então." A transformação na rotina não ficou restrita ao abandono da bebida. Há aproximadamente dois anos, Washington foi apresentado pelo cantor Lenny Kravitz, seu amigo, a um personal trainer e passou a manter uma rotina mais regular de exercícios. O profissional também passou a orientá-lo na alimentação, com refeições preparadas de acordo com os objetivos do ator.
Crédito: PhilipRomanoPhoto/Wikimedia CommonsNascido em Mount Vernon, no estado americano de Nova York, em 28 de dezembro de 1954, Denzel Hayes Washington Jr. construiu uma carreira respeitada em Hollywood. Antes de se tornar uma estrela do cinema, estudou jornalismo e teatro na Fordham University e também passou pelo American Conservatory Theater, em São Francisco. A formação nos palcos foi decisiva para o desenvolvimento de sua técnica como ator. No fim dos anos 1970, começou a trabalhar em produções teatrais e ganhou experiência em montagens off-Broadway.
Crédito: ReproduçãoA projeção nacional veio na televisão, especialmente com a série médica “St. Elsewhere”, exibida entre 1982 e 1988. Na produção, Washington interpretou o médico Philip Chandler e permaneceu no elenco durante as seis temporadas. Paralelamente, começou a conquistar espaço no cinema, com trabalhos como “A História de um Soldado”, de 1984. Em 1987, viveu o ativista sul-africano Steve Biko em “Um Grito de Liberdade”, papel que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar. Dois anos depois, alcançou o primeiro grande prêmio da Academia por “Tempo de Glória”, pelo qual venceu na categoria Melhor Ator Coadjuvante.
Crédito: DivulgaçãoNa década de 1990, Washington passou a ocupar uma posição cada vez mais importante entre os protagonistas de Hollywood. Um dos trabalhos mais marcantes desse período foi “Malcolm X”, dirigido por Spike Lee em 1992, no qual interpretou o líder dos direitos civis e recebeu nova indicação ao Oscar. Depois, esteve em filmes como “O Dossiê Pelicano”, “Filadélfia”, “Maré Vermelha” e “Hurricane - O Furacão”, ampliando sua atuação entre dramas, suspenses e produções de grande alcance comercial. Em “Filadélfia”, contracenou com Tom Hanks em uma história que abordava preconceito e a epidemia de HIV.
Crédito: DivulgaçãoO segundo Oscar da carreira de Denzel Washington veio por atuação que também provocou uma mudança em sua imagem. Em “Dia de Treinamento”, lançado em 2001, ele interpretou Alonzo Harris, um policial de Los Angeles que conduz um jovem agente, vivido por Ethan Hawke, por uma jornada de violência e corrupção. A atuação lhe rendeu o Oscar de melhor ator, tornando-o o segundo ator negro a vencer nessa categoria, depois de Sidney Poitier. Ao longo dos anos 2000, ele continuou alternando papéis dramáticos e filmes de ação, com destaque para produções como “Chamas da Vingança”, “Um Plano Perfeito”, “O Gângster” e “O Livro de Eli”.
Crédito: DivulgaçãoWashington também consolidou uma trajetória importante como diretor, produtor e ator de teatro. Em 2010, voltou à Broadway com a montagem de Fences (“Um Limite entre Nós”), de August Wilson, interpretação que lhe valeu o Tony de melhor ator em uma peça. Anos depois, levou a obra para o cinema, dirigindo e estrelando a adaptação lançada em 2016, que recebeu várias indicações ao Oscar. Sua atuação também foi reconhecida com uma indicação ao prêmio de melhor ator.
Crédito: DivulgaçãoNas décadas seguintes, o ator manteve presença constante em grandes produções e continuou recebendo reconhecimento por trabalhos de diferentes gêneros. Foi indicado novamente ao Oscar por “O Voo”, “Um Limite entre Nós”, “Roman J. Israel, Esq.” e “A Tragédia de Macbeth”, além de integrar o elenco de “Gladiador 2”, lançado em 2024. Sua trajetória inclui dois Oscars, um Tony e diversas outras distinções, entre elas o prêmio Cecil B. DeMille, o AFI Life Achievement Award e a Medalha Presidencial da Liberdade.
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