Mona Lisa ganhará sala própria em projeto de modernização do Museu do Louvre

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou em maio de 2026 os nomes dos escritórios de arquitetura que foram escolhidos para conduzir a ampla modernização do Museu do Louvre, o mais famoso do mundo. Batizado de “Louvre: Novo Renascimento”, o projeto ficará sob responsabilidade das empresas STUDIOS Architecture Paris e Selldorf Architects. Apresentada oficialmente em 2025, a iniciativa pretende atualizar a estrutura do ponto turístico parisiense, preservar o edifício histórico e oferecer melhores condições para exposição de parte de seu acervo. Entre as principais intervenções previstas estão a criação de um espaço exclusivo para a Mona Lisa, obra suprema exposta no museu, e a valorização da histórica Colunata do Louvre, localizada na fachada leste do complexo.

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A previsão é que as obras de transformação do espaço se estendam por cerca de uma década, com a meta de que uma nova entrada próxima ao Rio Sena seja inaugurada em 2031. Estimativas extraoficiais indicam investimentos superiores a 800 milhões de euros, valor que ultrapassa R$ 4,6 bilhões na cotação atual. A última grande intervenção no Louvre ocorreu nos anos 1980, período em que foi construída a icônica pirâmide de vidro que se tornou um dos símbolos do museu.

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Atualmente, o Louvre recebe cerca de 9 milhões de visitantes anuais. Com a reforma, a expectativa é melhorar o fluxo interno de circulação, aumentar o conforto dos visitantes e reforçar as condições de segurança do museu. Um dos focos do projeto é a criação de uma nova entrada pela fachada leste, além da implantação de percursos mais eficientes dentro do complexo. A proposta também prevê a revitalização urbanística da área situada diante da Colunata, com uma composição paisagística mais arborizada e integrada à cidade de Paris.

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Outro destaque será a criação de um ambiente mais amplo dedicado exclusivamente à Mona Lisa, permitindo que o público contemple a obra em condições mais adequadas. Atualmente, ela permanece protegida por vidro em uma das salas mais movimentadas do museu, frequentemente tomada por turistas em busca de fotografias e selfies.

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Também chamada de "La Gioconda", a Mona Lisa é uma das telas mais célebres e estudadas da história da arte. Ela foi criada pelo artista italiano Leonardo da Vinci, expoente do renascimento, entre 1503 e 1506.

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A obra retrata uma mulher com expressão serena e um sorriso enigmático, considerada símbolo do mistério e da perfeição artística do Renascimento italiano.

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Acredita-se que a modelo retratada seja Lisa Gherardini, esposa do comerciante florentino Francesco del Giocondo, o que explica o nome alternativo do quadro.

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Realizada a óleo sobre madeira de álamo, a obra foi feita a partir da técnica do sfumato, desenvolvida por Da Vinci para criar transições sutis entre luz e sombra, conferindo realismo e profundidade ao rosto e à paisagem ao fundo.

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Medindo apenas 77 cm de altura e 53 cm de largura, a Mona Lisa hoje é considerada um símbolo universal da arte e a principal atração do Museu do Louvre.

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A Mona Lisa é tão popular que foi usada como referência diversas vezes em outros contextos, demonstrando sua enorme influência cultural. Em 2024, por exemplo, a obra de arte "ganhou" um sorriso de batom para uma divulgação do filme “Coringa: Delírio a Dois”.

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Além do valor artístico, a Mona Lisa também acumula episódios curiosos em sua trajetória. Em 1911, a obra foi roubada do Museu do Louvre por um funcionário italiano chamado Vincenzo Peruggia, que conseguiu levar o quadro sob o casaco. A obra só reapareceu em dezembro de 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a um antiquário em Florença. O marchand desconfiou e avisou a polícia.

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Atualmente, a obra é protegida por um vidro blindado e permanece em uma das áreas mais visitadas do Louvre, atraindo milhões de turistas todos os anos.

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