Piloto experiente sofre queda de asa-delta durante pouso no Rio Grande do Sul e fica em coma induzido

O piloto de asa-delta Adilson Schoroeder, de 55 anos, saiu do coma induzido no dia 24 de agosto, após sofrer uma queda durante o pouso um dia antes, em Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Associação Gaúcha de Voo Livre (AGVL), uma turbulência alterou a trajetória do equipamento no momento final da manobra.

Crédito: Arquivo pessoal

O piloto acabou atingindo a vegetação e caiu sobre um carro que passava pela rua. Considerado um piloto experiente, Adilson foi levado ao hospital e depois transferido para Canoas. Ele sofreu um pequeno coágulo na cabeça e apresentou sangramento no pulmão.

Crédito: Reprodução @baixo_sapiranga

De acordo com a associação, árvores de grande porte próximas à área de pouso representam um obstáculo para os voos. A turbulência teria impedido Schoroeder de concluir a curva planejada com segurança. Segundo a avaliação preliminar, ele teria escolhido uma trajetória alternativa para evitar uma situação ainda mais perigosa.

Crédito: Reprodução

O asa-delta é uma modalidade de voo livre que permite ao praticante planar pelo ar com o auxílio de uma estrutura leve, formada por tubos metálicos e uma vela de tecido resistente. O piloto permanece suspenso em uma espécie de trapézio e controla a direção e a velocidade por meio do deslocamento do próprio corpo.

Crédito: Wikimedia Commons/Andrew Stobart

A prática surgiu no fim do século 19 e ganhou impulso com os estudos sobre aeronaves leves e os experimentos de pioneiros do voo. Com o tempo, os equipamentos ficaram mais seguros, leves e eficientes, o que contribuiu para a expansão do esporte em diversos países. Para decolar, o piloto costuma correr a partir de uma encosta ou utilizar um ponto elevado com condições favoráveis de vento.

Crédito: Domínio Público

Após deixar o solo, a asa pode aproveitar correntes de ar ascendentes, chamadas térmicas ou correntes de encosta, para permanecer no céu por mais tempo. O voo exige atenção constante às condições meteorológicas, pois mudanças no vento podem alterar a estabilidade e a trajetória da aeronave.

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Antes de iniciar a atividade, o praticante precisa aprender técnicas de decolagem, voo, navegação e pouso em cursos especializados. O uso de capacete, paraquedas de emergência e outros equipamentos de proteção também é fundamental para reduzir os riscos.

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No Brasil, o asa-delta conquistou grande popularidade graças à presença de montanhas, serras e áreas costeiras com condições favoráveis para o voo. Locais como a Pedra Bonita, no Rio de Janeiro, tornaram-se conhecidos entre praticantes brasileiros e estrangeiros. Além do caráter esportivo, o voo proporciona contato intenso com a natureza e permite observar paisagens a partir de grandes alturas.

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