O consumo de gás varia conforme hábitos de preparo, tempo no fogão e tipo de equipamento
Se o botijão parece acabar rápido ou a conta do gás encanado vem “misteriosa”, você não está sozinho. O custo de cozinhar com gás muda bastante conforme a região, o jeito de cozinhar e o tipo de fornecimento. A boa notícia é que dá para estimar com clareza e, melhor ainda, cortar desperdícios sem virar refém de planilha.
Quanto custa cozinhar com gás hoje no fogão a botijão?
No botijão, o gasto costuma ser mais previsível porque você paga por unidade e sente na rotina quando ele está “baixando”. O preço varia por cidade e bairro, mas a lógica é sempre a mesma: quanto mais tempo de chama e mais panelas abertas no fogo, mais rápido o gás vai embora.
O ponto-chave é perceber que o consumo de gás no fogão não depende só do que você cozinha, e sim de como: tampa, fogo alto, panela certa e tempo de preparo mudam o jogo. A diferença aparece principalmente em receitas longas e no hábito de “deixar no fogo só mais um pouco”.
O uso do gás de cozinha é essencial no cotidiano brasileiro – Créditos: depositphotos.com / rafapress
Quanto sai cozinhar com gás encanado e quando compensa?
Na rede canalizada, você paga pelo volume consumido e também por componentes fixos da tarifa. Isso faz com que o valor mensal oscile: em meses de mais uso, o total sobe; em meses de menos uso, a parte fixa pesa mais.
Para visualizar, a tabela abaixo compara cenários típicos com base na preço do botijão P13 (média nacional recente) e em uma referência de gás encanado residencial com tarifa por faixas em São Paulo. Repare que o objetivo é orientar decisão, não “cravar” seu número exato.
Comparativo rápido de custo mensal
Valores estimados para cozinhar (não incluem aquecimento de água). Referência de gás encanado com ICMS estimado de ~15% e tarifa por faixas.
Comparativo rápido de custo mensal
Valores estimados para cozinhar (não incluem aquecimento de água). Referência de gás encanado com ICMS estimado de ~15% e tarifa por faixas.
Cenário
Botijão (GLP) estimado
Gás canalizado estimado
Leve 0,5 botijão/mês ou ~3 m³/mês
R$ 54,84/mês
R$ 42,85/mês
Médio 1 botijão/mês ou ~7 m³/mês
R$ 109,68/mês
R$ 89,73/mês
Alto 1,5 botijão/mês ou ~14 m³/mês
R$ 164,52/mês
R$ 153,36/mês
Referências usadas: média nacional de GLP e tarifas residenciais por faixas (sem repetir aqui todos os componentes). Use como norte e ajuste com seu uso real.
Por que o gasto muda tanto mesmo quando você cozinha “quase a mesma coisa”?
O custo não é só “quantas vezes você acende o fogão”. Entra eficiência da chama, tempo total de cozimento, panela, tamanho do queimador e até hábitos como pré-aquecer água sem tampa. No gás canalizado, ainda existe a tarifa de gás natural por faixa e o peso do ICMS do gás, que varia conforme regras locais.
🔥 Chama e tempo
Fogo alto por “comodidade” costuma custar mais do que parece, especialmente em preparo longo.
🍲 Panela e tampa
Panela certa e tampa mudam o ritmo do cozimento e evitam perda de calor o tempo todo.
🧾 Tarifa e hábitos
No canalizado, o valor pode oscilar por faixa; no botijão, o impacto aparece na duração.
Uma dica simples: se você quer medir seu próprio padrão, pense em custo por refeição. Ele “traduz” o gasto em algo que você sente no dia a dia, sem drama.
O Iberê, do canal Manual do Mundo, mostra algumas dicas de como se economizar gás, em seu TikTok:
Como gastar menos gás sem virar refém de mil regras?
Se a meta é economia de gás, o segredo é atacar o que mais desperdiça: tempo de chama, perda de calor e aquecimento desnecessário. O que funciona é o conjunto de pequenos hábitos, repetidos sem esforço.
Para começar hoje, sem reinventar sua cozinha, vale testar este pacote rápido:
Use tampa sempre que der e ajuste o fogo para não “lamber” as laterais da panela.
Organize o preparo por etapas para evitar acender e apagar o fogão várias vezes.
Priorize panela de pressão em receitas longas e aproveite o calor residual após desligar.
Evite aquecer água em fogo alto sem necessidade; muitas vezes, o médio resolve igual.
Se for gás canalizado, acompanhe seu consumo mensal e compare com a faixa tarifária do período.
O melhor termômetro é o “quanto dura”. Se o botijão começa a render mais ou a conta estabiliza, você acertou a mão sem perder prazer de cozinhar.
Quando o custo do gás vira alerta e o que checar primeiro?
Se o gasto disparou de um mês para o outro sem mudança de rotina, vale investigar causas invisíveis. No botijão, chama irregular, sujeira nos queimadores e regulador desgastado mudam o desempenho. No canalizado, oscilações de consumo e leitura também interferem.
O alerta máximo é segurança: qualquer cheiro estranho, tontura ou ruído diferente merece atenção imediata. Vazamento de gás não é “coisa pequena”. Em caso de suspeita, feche o registro, ventile o ambiente e acione suporte técnico. Se você usa rede canalizada, consulte a distribuidora da sua região, como a Comgás, para orientações oficiais.