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Nem frito, nem mexido: a forma correta de preparar o ovo para aproveitar ao máximo todas as suas proteínas
Proteína boa também depende do ponto
O ovo é simples, barato e potente. Mas a forma de preparo muda textura, saciedade e até a facilidade com que o corpo aproveita os nutrientes. A ideia aqui não é demonizar “frito” ou “mexido”, e sim mostrar o ponto certo de cozinhar ovo para manter sabor, segurança e um bom aproveitamento da proteína do ovo no dia a dia.
Qual é a melhor forma de cozinhar ovo para preservar as proteínas?
As proteínas do ovo não “somem” quando você cozinha, mas o calor muda a estrutura delas, o que pode facilitar a digestão. Preparos com água, como ovo cozido e ovo pochê, costumam ser as escolhas mais estáveis porque não dependem de gordura adicionada e permitem controlar melhor o ponto.
O objetivo é chegar ao equilíbrio: clara firme e gema ainda cremosa, sem passar demais. Assim, o corpo tende a aproveitar melhor e você evita aquele ovo seco, que fica pesado na boca e menos agradável.

Por que o ponto do ovo muda digestão e saciedade?
Quando o ovo esquenta, a albumina da clara e outras proteínas se reorganizam. Esse processo ajuda o organismo a “quebrar” e absorver melhor, favorecendo a digestão das proteínas. Só que existe um limite: calor demais por tempo demais deixa a proteína rígida e a experiência fica pior, mesmo que a quantidade total de proteína continue ali.
Além disso, o ponto influencia a saciedade. Um ovo bem cozido, sem excesso de óleo e com boa textura, tende a sustentar mais e evita aquela sensação de refeição “pesada” por gordura ou por ressecamento.
Nem frito nem mexido o que fazer para acertar o preparo sem perder nutrientes?
O segredo costuma ser temperatura e tempo. Se você gosta de mexido, o melhor caminho é fogo baixo e mexer sem pressa, para não virar borracha. Se prefere frito, dá para deixar mais leve usando pouco óleo e controlando o calor. A clareza aqui ajuda: o problema raramente é o método, e sim o exagero.
Para acertar sem complicar, estas escolhas costumam funcionar bem na rotina:
- Fazer em água e controlar o tempo para a clara e gema ficarem no ponto que você tolera melhor
- Evitar fogo alto contínuo, que resseca e amarga
- Usar panela antiaderente e pouca gordura, se optar por frigideira
- Preferir azeite de oliva em pequena quantidade quando precisar de óleo
- Buscar uma temperatura ideal que cozinhe sem “torrar” as bordas
O canal Banheira de Conhecimento, no TikTok, explica o por que o ovo é tão nutritivo:
@banheiradeconhecimento Por que o OVO é o alimento mais NUTRITIVO do mundo?
♬ som original – Banheira de conhecimento
Como deixar o ovo mais seguro e ainda manter textura boa?
Segurança e sabor caminham juntos. O ideal é cozinhar até a clara ficar firme, porque isso reduz riscos e melhora a digestão. Se a gema ficar mais cremosa, tudo bem, desde que a clara esteja bem cozida e o ovo seja bem armazenado e manuseado.
Como incluir ovos na rotina sem enjoar e sem “pesar” na refeição?
O ovo é versátil, mas enjoa quando vira sempre a mesma coisa. Alternar método e acompanhamento resolve: um dia cozido com salada, outro pochê com legumes, outro mexido bem cremoso com fogo baixo. Quando muda a textura, parece até outro alimento.
Também ajuda pensar no ovo como base, não como prato único. Juntar com fibras e vegetais deixa a refeição mais completa e estável. E quando a intenção é aproveitar bem as proteínas, constância e ponto certo fazem mais diferença do que procurar um preparo “perfeito” que nunca cabe na rotina.