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Estudos indicam que gomas de mascar podem liberar milhares de microplásticos em minutos
Partículas invisíveis no dia a dia
Mastigar goma de mascar parece um hábito inofensivo, associado a frescor e até à sensação de higiene bucal. No entanto, pesquisas recentes levantaram um alerta: o simples ato de mastigar pode liberar uma quantidade significativa de microplásticos que acabam sendo ingeridos sem que percebamos. A descoberta reacendeu o debate sobre exposição diária a partículas invisíveis presentes em produtos comuns.
Quantos microplásticos existem em uma goma de mascar?
Um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia em Los Angeles analisou diferentes marcas e identificou liberação média de cerca de 100 partículas por grama. Em alguns casos, o número foi ainda maior.
Considerando que uma unidade pode pesar vários gramas, a ingestão pode chegar a milhares de fragmentos em poucos minutos. Segundo os pesquisadores, a maior parte da liberação ocorre nos primeiros minutos de mastigação.

Gomas de mascar naturais também contêm microplásticos?
Um dos pontos mais surpreendentes da pesquisa foi que até versões consideradas “naturais” apresentaram liberação de partículas. Isso indica que o problema pode não estar apenas na base sintética.
Processos industriais, embalagem e armazenamento podem contribuir para a presença de microplásticos na alimentação, ampliando as fontes de exposição cotidiana.
Quais são os possíveis riscos dos microplásticos?
Ainda não há consenso definitivo sobre todos os impactos no organismo. No entanto, estudos apontam que a exposição contínua pode estar associada a processos inflamatórios e estresse oxidativo.
O maior desafio é o efeito cumulativo. Pequenas quantidades ingeridas ao longo dos anos podem representar risco maior do que uma exposição isolada.

A goma de mascar é uma das principais fontes de exposição?
Especialistas ressaltam que a exposição a microplásticos ocorre por diversas vias, incluindo água engarrafada, frutos do mar e até o ar. A goma de mascar não é necessariamente a principal fonte, mas contribui para o total acumulado.
Essa constatação reforça a ideia de que estamos cercados por partículas microscópicas que se integram silenciosamente ao cotidiano.
É preciso parar de mascar goma de mascar?
Não há recomendação oficial para eliminar completamente o hábito. No entanto, reduzir o consumo e evitar trocar de unidade com frequência pode diminuir a ingestão.
Repensar escolhas diárias e buscar marcas com maior controle de qualidade são passos práticos diante do alerta sobre microplásticos no organismo.