Saúde
Meningite: 7 informações essenciais para entender e se proteger da doença
As formas virais costumam ser mais leves, enquanto as bacterianas são as mais graves
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ter evolução rápida, exigindo diagnóstico e tratamento imediatos. Apesar dos avanços na medicina, muitos casos ainda são agravados pela demora no reconhecimento dos sintomas ou pela falta de vacinação.
A meningite pode ser causada por vírus, bactérias e, mais raramente, fungos. As formas virais costumam ser mais leves, enquanto as bacterianas são as mais graves e podem levar a complicações severas ou até à morte. Por isso, a informação correta faz toda a diferença na identificação precoce da doença.
Segundo o infectologista Daniel Paffili Prestes, o principal desafio ainda é reconhecer rapidamente os sinais. “A meningite é uma doença que pode evoluir de forma muito rápida, principalmente nos casos bacterianos. Por isso, é fundamental que as pessoas conheçam os sintomas e procurem atendimento imediato ao menor sinal de alerta. O tempo de resposta é determinante para o desfecho do paciente”, explica.
A seguir, Daniel Paffili Prestes compartilha 7 informações essenciais para entender e se proteger da meningite. Confira!
1. Nem toda meningite é igual
Existem diferentes tipos da doença, sendo as virais mais comuns e geralmente menos graves, enquanto as bacterianas exigem atenção urgente. “As meningites bacterianas são as que mais preocupam, porque podem evoluir rapidamente e causar sequelas importantes. Já as virais costumam ter evolução mais leve, mas também precisam de avaliação médica”, afirma o infectologista.
2. Sintomas podem começar semelhantes aos de uma gripe
Febre, dor de cabeça e mal-estar são sinais iniciais comuns, o que pode confundir o diagnóstico. “No início, a meningite pode se parecer com uma virose simples. O que chama atenção é a progressão dos sintomas, principalmente quando surgem rigidez na nuca, vômitos e sensibilidade à luz”, explica o especialista.
3. Rigidez na nuca é sinal de alerta
A dificuldade para encostar o queixo no peito é um dos sintomas clássicos da doença. “A rigidez de nuca é um sinal importante e deve ser valorizado, especialmente quando associado à febre e dor de cabeça intensa. Nesses casos, a orientação é buscar atendimento imediatamente”, alerta Daniel Paffili Prestes.

4. Transmissão pode acontecer pelo ar
Alguns tipos de meningite bacteriana são transmitidos por gotículas respiratórias, como tosse e espirro. “Ambientes fechados e contato próximo facilitam a transmissão. Por isso, surtos podem ocorrer em escolas, creches e locais com grande circulação de pessoas”, destaca o profissional.
5. Vacinação é a principal forma de prevenção
Existem vacinas disponíveis no calendário vacinal que protegem contra os principais tipos da doença. “A imunização é a estratégia mais eficaz para reduzir casos graves e mortes por meningite. Manter a carteira de vacinação atualizada é essencial em todas as idades”, reforça.
6. Crianças e idosos são mais vulneráveis
Alguns grupos apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença. “Crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade baixa são mais suscetíveis e precisam de atenção redobrada, tanto na prevenção quanto diante de sintomas”, explica o infectologista.
7. Diagnóstico precoce salva vidas
Quanto mais rápido o tratamento é iniciado, maiores são as chances de recuperação sem sequelas. “O tempo é um fator crítico na meningite. Quanto antes o paciente é diagnosticado e tratado, menores são os riscos de complicações graves”, finaliza Daniel Paffili Prestes.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a meningite bacteriana pode ser fatal em poucas horas e, mesmo com tratamento adequado, uma em cada cinco pessoas pode desenvolver complicações permanentes, como perda auditiva e danos neurológicos.
Por Sarah Carvalho