Rio
Tapete de sal de São Gonçalo pode virar patrimônio cultural imaterial do RJ
Proposta de lei na Alerj avança para valorizar festividade tradicional de São GonçaloAs ruas de São Gonçalo voltaram a ser cobertas pelas cores e pela fé durante a montagem dos tradicionais tapetes de sal de Corpus Christi. O evento é o pano de fundo para um projeto de lei na Alerj que visa tornar a prática patrimônio cultural imaterial fluminense.
Proposta avança no Legislativo estadual
Para a confecção das obras de arte religiosas, cerca de 6 mil voluntários utilizaram mais de 50 toneladas de sal este ano. Além do mineral, os painéis são criados com borra de café, serragem, tintas e pedrarias, transformando o asfalto em um extenso corredor de devoção.
A celebração é um dos pilares da Igreja Católica, simbolizando a presença de Jesus Cristo na Eucaristia. A tradição em São Gonçalo, que já dura quase três décadas, atrai milhares de fiéis e visitantes para acompanhar a homenagem ao sacramento do corpo e sangue de Cristo.
O reconhecimento oficial da prática está próximo de ser concretizado. A proposta, de autoria do deputado Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa, já foi aprovada em primeira discussão e agora segue para a segunda votação no plenário da Casa.
O parlamentar acompanhou as celebrações e destacou que a iniciativa valoriza a identidade e a memória afetiva local. Ruas, que frequenta a montagem dos tapetes desde a infância ao lado da família, relatou ser emocionante ver a união dos moradores nas ruas.
“O projeto que apresentamos é uma forma de reconhecer oficialmente a importância cultural e religiosa dessa celebração para o nosso povo”, declarou o deputado.