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Operação Metástase: remédios roubados há meses aparecem em carro de luxo

Lote avaliado em R$ 4,6 milhões é localizado; investigação revela rede interestadual de furtos

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Carros e agentes da Polícia Civil em operação noturna. Viaturas DREC, 67-1456 e 67-2269
Polícia Civil atua na Operação Metástase que desarticula quadrilha de roubo de medicamentos de alto custo. Foto: Reprodução/TV Globo

Os medicamentos encontrados no carro de Stefano Montovani Fernandes, preso na terça-feira (21) durante a Operação Metástase, foram roubados em 8 de julho na cidade de Santo Antônio de Posse (SP). O veículo, um Jaguar, foi apreendido na casa dele, em Santo André.

A polícia rastreou os medicamentos e identificou que pertenciam ao lote levado no assalto, avaliado na época em R$ 4,6 milhões. As investigações da Polícia Civil apontam Stefano como o chefe de um esquema interestadual de roubo de remédios oncológicos e imunossupressores.

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Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), a quadrilha movimentou cerca de R$ 33 milhões em um ano. O grupo usava empresas de fachada para revender os produtos roubados e contava com o apoio da facção Terceiro Comando Puro (TCP).

Até o momento, cinco pessoas foram presas na operação. Todos negaram as acusações.

Presos na operação

  • Carlos Roberto Fernandes: alvo de buscas em São Paulo, foi preso após agentes encontrarem armas sem registro em sua casa.
  • Fernanda Rodrigues França: apontada como integrante do núcleo de receptadores, tinha um mandado de prisão em aberto.
  • Guilherme Silva Lopes de Sena: companheiro de Fernanda, foi preso em flagrante por armazenar medicamentos controlados sem autorização.
  • Stefano Montovani Fernandes: apontado como chefe do esquema, ele chegava a encomendar os roubos de cargas.
  • Umberto Xavier de Lima: identificado como um dos receptadores do grupo.

A Polícia Civil afirmou que o esquema “representa uma grave ameaça não apenas ao patrimônio, mas também à saúde pública”.