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Aposentado deixa terreno tomado pelo mato por dois anos achando que não teria problema e recebe notificação da prefeitura com multa de mais de R$ 12 mil

Terreno abandonado com mato alto vira risco para toda a vizinhança

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Aposentado deixa terreno tomado pelo mato por dois anos achando que não teria problema e recebe notificação da prefeitura com multa de mais de R$ 12 mil
Terreno com mato alto pode gerar multa de mais de R$ 12 mil

Um aposentado deixou seu terreno tomado pelo mato por dois anos, achando que a situação não traria nenhuma consequência. A surpresa veio na forma de uma notificação da prefeitura, com multa que ultrapassa R$ 12 mil. O caso expõe uma obrigação pouco conhecida de quem possui imóvel vazio em área urbana.

Manter o terreno limpo é realmente obrigação do proprietário?

Sim. A maioria dos municípios brasileiros possui legislação específica que exige a limpeza e manutenção de terrenos, mesmo quando estão vazios ou sem uso definido. Essa obrigação costuma estar prevista no Código de Posturas Municipal, e cabe ao dono do imóvel garantir que o mato não cresça acima do limite estabelecido pela lei local.

Por que a prefeitura fiscaliza terrenos sem construção?

Terrenos abandonados com mato alto se tornam foco de problemas que afetam toda a vizinhança, não apenas o proprietário. A fiscalização municipal costuma agir por denúncia de vizinhos ou por rondas periódicas em bairros com histórico de imóveis ociosos.

Entre os motivos que levam a prefeitura a autuar esse tipo de situação estão o acúmulo de lixo, o risco de incêndio em períodos secos e a proliferação de animais peçonhentos. Esses fatores tornam o terreno abandonado uma questão de saúde pública, e não apenas estética.

Quais problemas um terreno com mato alto pode causar?

Antes de chegar à multa, o terreno abandonado já costuma gerar uma série de transtornos para a região. Os riscos mais comuns incluem:

  • Proliferação de mosquitos transmissores de dengue
  • Presença de escorpiões, cobras e outros animais peçonhentos
  • Acúmulo irregular de lixo e entulho por terceiros
  • Maior risco de incêndio em épocas de seca

Esses pontos costumam constar no auto de infração como justificativa para o valor cobrado, especialmente quando há denúncia formal de moradores próximos.

Aposentado deixa terreno tomado pelo mato por dois anos achando que não teria problema e recebe notificação da prefeitura com multa de mais de R$ 12 mil
Terreno com mato alto pode gerar multa de mais de R$ 12 mil

Como funciona a notificação antes da multa?

Na maioria dos municípios, o proprietário recebe primeiro uma notificação de limpeza, com prazo determinado para regularizar a situação por conta própria. Esse prazo costuma variar entre 15 e 30 dias, dependendo da legislação local. Se o terreno não for limpo dentro do período, a prefeitura pode realizar o serviço de forma coercitiva e cobrar o custo do proprietário, além de aplicar a multa administrativa.

É possível contestar ou reduzir o valor da multa?

Sim, existe a possibilidade de apresentar defesa administrativa junto à prefeitura, especialmente quando o proprietário comprova que já iniciou a limpeza ou que não foi devidamente notificado antes da autuação. Casos de aposentados ou pessoas com dificuldade financeira comprovada, em alguns municípios, também podem solicitar parcelamento do débito ou negociação do valor.

Como evitar esse tipo de multa no futuro?

Manter o terreno em conformidade com as normas municipais exige alguns cuidados periódicos, mesmo sem uso definido para o imóvel. As principais medidas de prevenção incluem:

  • Contratar limpeza e capina em intervalos regulares
  • Cercar o terreno para reduzir descarte irregular de lixo
  • Verificar o Código de Posturas do município periodicamente
  • Responder rapidamente a qualquer notificação recebida

Casos como o desse aposentado mostram que um terreno vazio nunca está completamente livre de obrigações legais, mesmo quando o proprietário não pretende construir ou vender no curto prazo. O mato alto, que parece um problema apenas estético, carrega riscos concretos que justificam a fiscalização.

Ficar atento aos prazos de notificação e agir antes da autuação definitiva costuma ser o caminho mais barato para evitar uma cobrança que pode ultrapassar facilmente os cinco dígitos.