Saúde
O doutor Drauzio Varella começou a correr aos 50 anos e, aos 83, já completou as maiores maratonas do mundo e revela como qualquer iniciante pode dar os primeiros passos
Aos 83 anos, médico inspira iniciantes a sair do sedentarismo com caminhada, trote leve, avaliação médica e disciplina.
Drauzio Varella, hoje aos 83, mostra que a corrida pode começar tarde, mas exige calma. Sua trajetória, iniciada aos 50 anos na Maratona de Nova York, inspira adultos sedentários a trocar pressa por constância, metas possíveis e respeito ao próprio corpo.
Por que começar aos 50 anos muda a forma de correr?
Para quem passou anos distante dos treinos, a história de Drauzio valoriza um começo honesto. Ele iniciou sua primeira maratona aos 50 anos, escolhendo Nova York, e transformou essa entrada tardia em compromisso sustentado por quase três décadas.
O exemplo também reduz a ideia de que só jovens podem mirar provas longas. A corrida aparece como projeto acumulativo, feito de sessões repetidas, experiência vivida e escolhas que permitem avançar sem transformar cada treino em cobrança imediata.

O que a sexta major revela sobre disciplina?
Em 2022, aos 79 anos, Drauzio completou Londres em 5h44min42s e recebeu a Six Star Medal. O reconhecimento veio por concluir Berlim, Tóquio, Londres, Nova York, Boston e Chicago, grupo conhecido como principais maratonas mundiais na distância oficial.
Mesmo sem buscar velocidade, o feito reuniu resistência, agenda e paciência. A World Marathon Majors celebrou o brasileiro como atleta mais velho daquele fim de semana a conquistar a honraria, reforçando a força simbólica de continuar treinando.
Abaixo, um vídeo do canal Drauzio Varella no YouTube que aprofunda os pontos discutidos neste tema:
Como transformar caminhada em primeiro passo?
Para adultos parados há muito tempo, a lição central é aceitar progressão simples. Antes de pensar em medalhas, o iniciante pode organizar caminhadas, trotes leves e pequenos blocos de esforço, sempre valorizando regularidade e recuperação do corpo.
Essa leitura combina com a carreira longa de Drauzio, que não ficou restrita a uma prova. Depois de Nova York, ele somou outras maratonas, inclusive Buenos Aires e Rio, até completar Londres quase trinta anos depois.
Para levar essa inspiração ao treino inicial, alguns pontos ajudam:
- Começar com caminhada confortável e inserir trote leve aos poucos.
- Repetir sessões possíveis, sem comparar ritmo com corredores experientes.
- Registrar evolução por constância, não apenas por distância ou tempo.
Que cuidados tornam a meta mais segura?
O livro Correr, citado na trajetória de Drauzio, reúne experiência pessoal e informações médicas sobre o tema. Para quem começa depois dos 40 ou 50 anos, essa dimensão reforça que entusiasmo precisa caminhar junto de prudência.
O cuidado não elimina ambição, apenas organiza o caminho. A medalha especial veio após seis provas grandes, mas a base dessa narrativa está em respeitar etapas, ajustar expectativas e sustentar hábitos que sobrevivem além de uma inscrição.
Na prática, a segurança depende de decisões simples antes de evoluir:
- Buscar orientação médica quando houver dúvidas, histórico de saúde ou sintomas.
- Avançar carga somente quando caminhada e trote já parecerem confortáveis.
- Escolher metas realistas, com distância e frequência compatíveis com a rotina.
O que a história de Drauzio ensina sobre longevidade?
A conquista em Londres mostra que longevidade esportiva não depende de início precoce. Drauzio chegou ao ciclo das majors partindo de uma primeira maratona aos 50, mantendo vínculo com a corrida em diferentes cidades e fases da vida.
Para o iniciante adulto, a mensagem prática é trocar ansiedade por continuidade. A distância de 42,195 km pertence às maratonas, mas o primeiro avanço real pode ser simplesmente sair, voltar, recuperar e repetir com serenidade na semana.