Brasil
Moraes dá cinco dias para PGR se manifestar sobre visitas a Bolsonaro
Magistrado vedou que Flávio frequente a residência e proibiu que o ex-presidente receba personalidades com motivações político-eleitorais até o fim do pleito deste ano
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a decisão que veda visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar em Brasília.
A defesa do político pediu ao magistrado que reconsidere a determinação que proibiu o filho dele, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de ir até a residência.
Os advogados pedem que seja revogada também a proibição de visitas com fins político-eleitorais até o fim das eleições deste ano. Os defensores argumentam que Flávio está cadastrado como advogado do pai, por isso, proibir ele de entrar em contato com o sentenciado viola as prerrogativas da advocacia.
Carta divulgada
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. No mês passado, Flávio divulgou uma “Carta aos Brasileiros”, escrita por Jair, tratando do contexto do período eleitoral e declarando apoio à candidatura do filho. Jair alegou que não autorizou a divulgação do conteúdo da carta.
Após a divulgação do documento, Moraes proibiu as visitas, com exceção da equipe de saúde e dos advogados. No entanto, vedou a visita de Flávio e ameaçou revogar a prisão domiciliar caso ocorra o descumprimento de medidas cautelares.