Flamengo
Presidente do Flamengo, Bap freia ansiedade por estádio: “Não sei se vou ver”
Mandatário detalha os desafios financeiros para a construção da arena; entenda como a gestão eficiente do Maracanã impacta este sonho a longo prazo
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, indicou que a construção de um estádio próprio é um plano de longuíssimo prazo. Com contrato no Maracanã por mais 18 anos e meio e uma obra estimada em R$ 3 bilhões, o mandatário foi direto: “Acho que vai demorar. Sinceramente, acho que talvez meus filhos vejam isso. Eu não sei se eu vou ver”.
O peso das finanças e a lógica do Maracanã
Para Bap, o raciocínio é simples: antes de poupar para um estádio, o clube precisa garantir receita suficiente para manter um elenco competitivo. “Eu tenho que ter um excedente de resultado que me permita ter um time competitivo, porque é o que me garante uma receita de R$ 2 bilhões”, explicou. Com isso, seria possível investir cerca de R$ 250 milhões no futebol e reservar R$ 150 milhões por ano para a obra — um processo que, capitalizado, levaria entre 14 e 15 anos.
O dirigente também questionou a necessidade de trocar de endereço. “Existe um lugar que possa ser mais icônico para o torcedor do Flamengo do que o Maracanã? Não”, afirmou, destacando que a gestão do estádio superou as expectativas da diretoria em eficiência financeira.
Quando o plano mudaria
A construção de uma arena própria só ganharia força em um cenário específico: ingressos esgotados em todos os jogos, com milhares de torcedores sem conseguir entrar. “Qual é o momento certo? Quando eu consiga lotar o Maracanã em todos os jogos com 71 mil, ter 5, 10, 15 mil caras querendo entrar e que eu não tenho como atender”, disse Bap.
O presidente também citou a possibilidade de um fundo soberano se tornar sócio do clube para viabilizar o projeto. Mas, sem esse gatilho, o sonho segue adiado — talvez para a próxima geração.