Cliente tem cartão clonado, banco nega estorno alegando descuido e Justiça condena banco a devolver R$ 12 mil em dobro ao consumidor lesado - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Economia

Cliente tem cartão clonado, banco nega estorno alegando descuido e Justiça condena banco a devolver R$ 12 mil em dobro ao consumidor lesado

Instituições financeiras respondem objetivamente por fraudes de terceiros; recusa injustificada em estornar cobranças atípicas impõe restituição em dobro.

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Cliente tem cartão clonado, banco nega estorno alegando descuido e Justiça condena banco a devolver R$ 12 mil em dobro ao consumidor lesado
Decisão judicial que impõe restituição em dobro por fraude bancária após recusa injustificada de estorno - Imagem ilustrativa

A recusa injustificada de instituições financeiras em estornar compras fraudulentas realizadas por golpistas configura prática abusiva no mercado de consumo. A Justiça Estadual condenou uma instituição bancária a restituir em dobro o valor indevidamente cobrado de R$ 12.000,00, além de aplicar indenização por danos morais ao correntista lesado.

Qual é a responsabilidade do banco em fraudes de cartão clonado?

Súmula nº 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou que as instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.

O banco tem o dever de manter mecanismos de segurança biométrica e algoritmos capazes de bloquear transações atípicas que fujam do perfil habitual de consumo. Culpar o cliente sem comprovar dolo ou fraude do próprio correntista viola o Artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Cliente tem cartão clonado, banco nega estorno alegando descuido e Justiça condena banco a devolver R$ 12 mil em dobro ao consumidor lesado
Decisão judicial que impõe restituição em dobro por fraude bancária após recusa injustificada de estorno – Imagem ilustrativa

Por que a Justiça determinou a devolução em dobro do valor cobrado?

Artigo 42, parágrafo único, do CDC determina que o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de juros e correção monetária.

O STJ fixou que a devolução em dobro independe de prova de má-fé, bastando que a conduta contrarie a boa-fé objetiva, como na recusa deliberada em estornar cobranças contestadas administrativamente.

Para entender como a lei avalia a conduta das instituições bancárias em casos de clonagem de cartão, acompanhe as diretrizes consolidadas no card técnico a seguir:

tupi
💳 Direitos do Consumidor em Fraudes Bancárias
🛡️ Inversão do ônus da prova: O banco deve provar que foi o titular quem realizou a compra (Art. 6º, VIII, do CDC).
💰 Devolução em dobro: Cobrança indevida mantida gera restituição em 2 vezes o total (Art. 42 do CDC).
⚖️ Súmula 479 do STJ: Fraudes de terceiros são riscos inerentes ao negócio (fortuito interno).

Como a recusa de estorno afeta o score e gera dano moral?

Ao negar o cancelamento da transação fraudulenta, o banco obriga o cliente a pagar faturas abusivas sob ameaça de negativação no Serasa e SPC. Essa coação psicológica ultrapassa o mero aborrecimento cotidiano.

A inclusão indevida em cadastros restritivos ou a retenção de salário para cobrir saldo devedor fraudado gera dano moral presumido (in re ipsa), dispensando a prova de sofrimento psíquico.

Leia também: Turista faz churrasco com carvão na areia de praia de preservação ambiental, deixa lixo e é interceptado pela polícia com multa de R$ 3.000 – Super Rádio Tupi

Quais passos o cliente deve executar imediatamente após a clonagem?

A rapidez no bloqueio do meio de pagamento e a formalização da contestação impedem que o banco alegue demora injustificada do consumidor.

Para garantir a anulação das cobranças e preparar a ação judicial reparatória, adote o seguinte roteiro:

  • 📞 Bloqueio do cartão no aplicativo: Cancele o cartão físico e virtual imediatamente ao notar compras suspeitas.
  • 📝 Protocolo de contestação formal: Anote o número do atendimento telefônico ou envie e-mail registrando que não reconhece o débito.
  • 🚓 Boletim de Ocorrência eletrônico: Registre o crime de estelionato ou furto qualificado com a lista de valores fraudados.

Quais as principais dúvidas sobre clonagem de cartão e devolução em dobro?

O prazo para estorno e o uso de senha com chip geram dúvidas recorrentes entre os consumidores. Esclareça os principais pontos a seguir.

📋 Perguntas Frequentes

Orientações sobre golpes no cartão e direitos bancários

tupi
O banco pode recusar o estorno alegando que a compra usou chip e senha? +

A jurisprudência do STJ entende que a alegação genérica de chip com senha não basta para afastar a responsabilidade se as compras destoam do histórico do cliente.

Quanto tempo demora a restituição dos valores na conta? +

Em caso de tutela de urgência deferida pelo juiz, a instituição financeira tem prazo médio de 5 a 10 dias úteis para suspender cobranças e desbloquear valores sob pena de multa diária.

A segurança das transações bancárias é dever exclusivo das instituições financeiras. Recusar estornos legítimos viola o CDC e garante ao correntista a devolução em dobro de R$ 12.000,00 e reparação por danos morais.