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Morador coloca telas de proteção nas janelas para proteger filhos pequenos e descobre qual espaçamento entre os fios atende à norma e não bloqueia a saída em emergência

O que a norma diz sobre telas de proteção nas janelas.

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Morador coloca telas de proteção nas janelas para proteger filhos pequenos e descobre qual espaçamento entre os fios atende à norma e não bloqueia a saída em emergência
Nenhum pai deveria ser criticado por correr atrás da segurança da própria casa assim que percebe um risco.

Quando o segundo filho começou a andar, Fernando não teve dúvida: precisava colocar telas rede de proteção em todas as janelas do apartamento no oitavo andar. Chamou o primeiro instalador que apareceu num panfleto. O serviço foi rápido, o preço bom. Semanas depois, um bombeiro amigo da família viu a instalação e alertou: a malha estava fora da norma técnica. A história é fictícia, mas ilustra por que a rede de proteção em janela tem regras técnicas que poucos moradores conhecem.

Como surgiu a preocupação com a proteção das janelas?

O apartamento tinha três janelas grandes na fachada e uma sacada aberta. Fernando e a esposa tinham dois filhos, de quatro e um ano e meio. A menor havia começado a engatinhar no batente da janela do quarto, e o susto foi imediato.

Ele pesquisou preços por telefone. Achou uma diferença enorme entre R$ 60 o metro quadrado e R$ 180 o metro quadrado. Escolheu o mais barato para instalar em toda a casa no mesmo mês, sem perguntar qual era a malha usada nem o tipo de fixação prevista.

Morador coloca telas de proteção nas janelas para proteger filhos pequenos e descobre qual espaçamento entre os fios atende à norma e não bloqueia a saída em emergência
É a que combina proteção contra queda com saída rápida em emergência.

O que o bombeiro alertou sobre a instalação?

Numa visita, o amigo bombeiro apontou dois problemas. A malha instalada tinha quadrados de 8 centímetros, grande o suficiente para a cabeça de uma criança pequena passar em determinada posição. A fixação estava com ganchos de plástico em vez de suporte metálico com bucha.

Pior: nenhuma janela tinha ponto de abertura rápida, aquela zíper lateral que permite sair pela janela em caso de incêndio. Se um dia o corredor pegasse fogo, a família ficaria presa numa gaiola de fio. Fernando ficou paralisado com a informação.

Mas afinal, o que a norma técnica brasileira diz sobre rede de proteção?

A instalação de rede de proteção em janelas e sacadas é regulada pela ABNT por meio da norma NBR 16046. Ela define espaçamento máximo entre os fios, resistência do material, tipo de fixação e ponto de abertura para emergência. A malha deve ter espaçamento máximo em torno de 5 centímetros por 5 centímetros, tamanho que impede a passagem da cabeça de uma criança pequena.

O Código Civil, no artigo 932, responsabiliza os pais pelos atos dos filhos menores sob sua autoridade. Instalar rede fora da norma pode virar prova contra o próprio morador em caso de acidente com a criança.

Quais são os pontos que uma instalação segura precisa ter?

A rede boa não é a mais bonita nem a mais barata. É a que combina proteção contra queda com saída rápida em emergência. Os pontos que precisam ser verificados na hora da compra e da instalação são estes:

1
Espaçamento máximo de 5 cm Malha com quadrados menores do que a cabeça de uma criança pequena, para impedir passagem em qualquer posição.
2
Fio de polietileno tratado Material resistente ao sol e à chuva, com proteção contra raios ultravioleta, garantindo durabilidade real.
3
Fixação com bucha e parafuso Nunca usar cola, gancho de plástico ou fita adesiva, que soltam com a idade e o calor.
4
Abertura de emergência Ponto lateral com fecho tipo velcro ou zíper reforçado, sinalizado, para saída rápida em caso de incêndio.
5
Nota fiscal e garantia Documento com nome da empresa, especificação da malha e prazo de garantia mínimo de doze meses.

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As regras não são exagero de norma técnica?

Podem parecer detalhe até o dia em que o detalhe importa. As regras existem porque acidentes com crianças em janelas são causa recorrente de morte evitável em áreas urbanas do país. O Estatuto da Criança e do Adolescente impõe à família, à sociedade e ao Estado o dever de assegurar prioridade absoluta à vida da criança. A norma técnica é a tradução prática desse dever em milímetros de malha.

O que muda quando comparamos a primeira instalação com o caminho correto?

A diferença entre uma tela de verdade e uma tela decorativa não está no visual, mas na especificação técnica. A comparação entre a instalação que Fernando fez e o que a norma exige fica clara na tabela:

Etapa O que Fernando fez O que a norma exige
Escolha da malha Espaçamento entre os fios Instalou quadrados de 8 cm Fora do padrão técnico
Tipo de fixação Estrutura de sustentação Usou ganchos de plástico Fixação inadequada
Saída de emergência Abertura rápida Não previu ponto de abertura Risco em incêndio
Documentação Comprovante e garantia Não pediu nota fiscal Registro obrigatório

O que se aprende com a história de Fernando?

A preocupação em proteger os filhos foi genuína e mereceu respeito. Nenhum pai deveria ser criticado por correr atrás da segurança da própria casa assim que percebe um risco. O ponto frágil não estava na intenção, estava na escolha do serviço feita pelo preço, num mercado onde qualquer pessoa com furadeira se apresenta como especialista.

Quem realmente quer proteger as janelas de casa com rede segura precisa seguir esse roteiro: exigir empresa com CNPJ e nota fiscal, pedir que a malha e o modo de fixação estejam de acordo com a NBR 16046 da ABNT, conferir se todas as janelas têm ponto sinalizado de abertura de emergência, evitar instaladores informais sem responsabilidade técnica, fazer revisão anual do estado dos fios e da fixação, e guardar garantia por escrito.