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Especialistas alertam: El Niño e aquecimento recorde do Oceano Pacífico ameaçam a saúde humana

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Especialistas alertam: El Niño e aquecimento recorde do Oceano Pacífico ameaçam a saúde humana
Créditos depositphotos.com Danylka

Em 2026, o aquecimento recorde do Oceano Pacífico, intensificado pelo fenômeno El Niño, transcende as preocupações ambientais e se torna um alerta de saúde pública global. Especialistas estimam que o pico do fenômeno ocorra entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. As alterações nos padrões de temperatura e chuva criam um cenário propício para o agravamento de doenças respiratórias e a proliferação de vetores, como o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Essa mudança climática impacta diretamente a qualidade do ar, principalmente nos grandes centros urbanos. Ondas de calor mais frequentes e intensas, combinadas com a baixa umidade, aumentam a concentração de poluentes na atmosfera. O resultado é um ambiente mais hostil para pessoas com condições crônicas como asma e bronquite, além de elevar o risco de alergias e infecções respiratórias em toda a população.

O fenômeno das ilhas de calor, onde as temperaturas em áreas urbanas são significativamente mais altas que em zonas rurais, agrava ainda mais a situação. O ar quente e estagnado retém partículas nocivas, dificultando a dispersão da poluição e afetando a saúde de milhões de pessoas.

Clima favorece proliferação de mosquitos

O aumento das temperaturas e a ocorrência de chuvas irregulares, mas muitas vezes intensas, formam o ambiente perfeito para a reprodução do Aedes aegypti. O calor acelera o ciclo de vida do mosquito, enquanto a água parada em recipientes se transforma em criadouros ideais, elevando o risco de surtos de doenças.

Além da dengue, que já representa uma preocupação constante, outras enfermidades transmitidas por mosquitos também podem registrar um aumento no número de casos. A combinação de calor e umidade não apenas favorece os insetos, mas também pode ampliar a área geográfica onde eles conseguem sobreviver e se reproduzir.

Outro ponto de atenção são as doenças de veiculação hídrica. Eventos climáticos extremos, como enchentes e inundações, podem contaminar fontes de água e alimentos, aumentando a incidência de problemas como leptospirose e hepatite A.

Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, são os que mais sofrem com os impactos. A exposição ao calor excessivo pode levar à desidratação e a complicações cardiovasculares, exigindo atenção redobrada e medidas preventivas, como manter a hidratação e evitar a exposição ao sol nos horários de pico.