Saúde
INSS convoca para perícia e segurados com dor crônica relatam picos de ansiedade e medo de perder benefício
Especialistas orientam como organizar documentos médicos para reduzir estresse na avaliação presencial do INSS
Apesar de medidas para simplificar processos, como a análise documental via Atestmed, regulamentada em março de 2026, muitos segurados ainda são convocados para a perícia médica presencial do INSS. Essa convocação, que busca confirmar a condição de saúde atual, não significa um corte automático do benefício.
Essa tranquilidade, no entanto, raramente chega a quem depende do auxílio, especialmente pacientes com quadros de dor crônica, como fibromialgia ou artrite reumatoide.
Por que a convocação da perícia gera tanto estresse?
O período que antecede o exame presencial pode se tornar um gatilho para um intenso quadro de estresse e ansiedade. O medo de perder a única fonte de renda e a pressão de ter que provar uma condição de difícil comprovação, como as dores crônicas, geram um forte abalo psicológico.
Especialistas alertam que os sintomas são claros: é comum que segurados relatem crises de insônia, palpitações e picos de pressão dias antes da avaliação. Esse estresse agrava a própria condição de saúde, especialmente em quadros de dor crônica, criando um ciclo vicioso prejudicial ao paciente.
O perito pode ignorar meus laudos médicos particulares?
Não. Um dos maiores medos dos segurados é que o perito desconsidere o histórico médico construído com seus próprios especialistas. Conforme as normas do INSS, o perito médico federal deve analisar todos os documentos apresentados pelo cidadão, como laudos e exames, para formar sua convicção.
A decisão final do perito é soberana e baseada em sua avaliação no momento do exame, mas os laudos e exames particulares são peças fundamentais na composição do seu parecer. Ignorá-los sem justificativa pode ser considerado falha no procedimento.
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Como se preparar para o dia da avaliação?
A organização é a principal ferramenta para reduzir a ansiedade. Por isso, é importante criar uma pasta com todos os documentos em ordem cronológica e levar laudos recentes, com no máximo 90 dias, que detalhem o diagnóstico, o tratamento e, principalmente, as limitações que a doença impõe no dia a dia.
O laudo ideal deve conter o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) e ser legível. Durante a conversa com o perito, seja objetivo. Em vez de apenas dizer “sinto muita dor”, descreva como a condição impede você de realizar tarefas simples, como levantar um peso ou permanecer sentado.
A preparação adequada transforma a perícia de uma fonte de medo em uma etapa de confirmação do seu direito.