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Saúde

Cerca de 9 em cada 10 mulheres que tomam antidepressivos relatam este problema na vida sexual

Efeitos na libido são comuns durante o tratamento, mas têm solução; veja como o diálogo com o médico ajuda a resgatar o bem-estar do casal

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Casal, mulher e homem, deitados na cama sob cobertas, com expressões pensativas
Casal em crise de intimidade na cama, refletindo o impacto da depressão e efeitos colaterais de medicamentos na vida sexual, tema da matéria

A depressão afeta profundamente a qualidade de vida e atinge também a intimidade, embora o tema permaneça como um tabu. Diversas pessoas constatam que o prazer sexual diminui após o início de um tratamento antidepressivo, sem ter coragem de falar a respeito.

Em artigo publicado na revista “Psychology Today”, o psiquiatra James M. Greenblatt analisou essa situação confirmada por estudos científicos. O médico lembrou que os efeitos colaterais sexuais figuram entre as principais causas de abandono dos remédios. O especialista declarou: “tratar uma depressão deveria melhorar a qualidade de vida, não privar as pessoas de um dos seus prazeres mais importantes”.

Impactos frequentes dos antidepressivos

Prescritos amplamente contra a depressão e determinados transtornos de ansiedade, os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) ajudam na recuperação psicológica, mas alteram a sexualidade. Em pesquisa publicada em 2025 no periódico “BMC Psychiatry”, pesquisadores verificaram que disfunções sexuais atingiram:

  • 89% das mulheres medicadas;

  • 85% dos homens em tratamento.

As queixas mencionadas incluem diminuição do desejo, redução da excitação, dificuldades para atingir o orgasmo e perda de sensações. Uma revisão publicada na revista “Drug, Healthcare and Patient Safety” estimou anteriormente que quase seis em cada dez pacientes desenvolviam disfunções sexuais decorrentes dos fármacos.

Após semanas de medicação, as relações se tornam menos espontâneas ou produzem menor prazer. Pacientes relatam atração pelo parceiro sem conseguir sentir as mesmas respostas físicas. Outros descrevem a sensação de que o corpo não reage como antes, gerando incompreensão no casal.

Causas biológicas e alternativas

Os antidepressivos ISRS aumentam a disponibilidade de serotonina no cérebro para regular o humor. Essa ação parece diminuir a atividade da dopamina, neurotransmissor envolvido no desejo, na excitação sexual e no orgasmo.

O quadro é delicado porque a depressão por si só reduz com frequência a libido. Fica difícil distinguir o que decorre da doença e o que provém do tratamento. Estudos indicam forte associação entre insatisfação sexual e sintomas depressivos.

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Essa realidade leva indivíduos a interromper os remédios por conta própria. Uma pesquisa na revista “Journal of Sex & Marital Therapy” confirmou que esses impactos adversos são motivos centrais para o abandono dos antidepressivos, sobretudo entre homens.

Esses reflexos negativos não são inevitáveis nem irreversíveis. A primeira etapa envolve conversar com o médico, pois muitos pacientes nunca abordam a questão. Em certos casos, uma mudança de molécula ou o ajuste da dose pode ser avaliado.

Especialistas lembram que outros fatores ajudam a resgatar gradualmente uma vida íntima satisfatória:

  • sono;

  • atividade física;

  • gestão do estresse;

  • boa comunicação no casal.

Impactos dos antidepressivos na vida íntima

Entenda como os medicamentos ISRS alteram a resposta sexual e o prazer

📉 Estatísticas de incidência: Estudos mostram que disfunções sexuais atingem 89% das mulheres e 85% dos homens medicados.

🧬 Conflito biológico: O aumento da serotonina para regular o humor acaba reduzindo a dopamina, essencial para o desejo.

🥀 Bloqueio de sensações: Pacientes relatam atração pelo parceiro, mas o corpo apresenta menor resposta física e prazer.

🛑 Dificuldade de clímax: A redução da excitação e o atraso ou perda do orgasmo são queixas recorrentes no tratamento.