Rio
Figurante de novela bíblica da Record é preso durante gravações no Rio
Ação policial interrompeu trabalhos em estúdio após investigação detalhada; homem é condenado por estupro de vulnerável e defesa contesta decisão
A Polícia Civil prendeu um figurante que trabalhava em uma novela bíblica da Record na segunda-feira (12/10), dentro das instalações da emissora. Allan Christian Rocha de Oliveira, de 37 anos, acabou detido nos estúdios da rede de televisão localizados no bairro de Vargem Pequena, na zona oeste do Rio de Janeiro.
A ação dos agentes interrompeu as gravações no local para o cumprimento da ordem judicial. Logo após a captura no estúdio, os policiais conduziram o homem até a delegacia, onde ele permaneceu à disposição do Judiciário.
Atuação da inteligência policial
A localização do homem decorreu de investigações coordenadas pelo setor de inteligência da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP). Durante as apurações, os agentes cruzaram bases de dados e mapearam endereços ligados a ele.
A equipe monitorou os passos de Allan até confirmar a presença dele no set de filmagem e realizar a abordagem. Imagens do momento da ação policial acabaram publicadas em redes sociais pelo Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).
Condenação por estupro de vulnerável
A ordem de prisão contra o homem partiu da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A determinação judicial decorre de uma sentença definitiva pelo crime de estupro de vulnerável.
Conforme informações divulgadas pela polícia, restavam ao condenado oito anos de pena para serem cumpridos sob o regime semiaberto.
Manifestação da defesa
Em comunicado enviado ao veículo “Notícias da TV”, o advogado Rennan de Abreu, responsável pela defesa técnica de Allan, questionou a validade da determinação judicial. O defensor informou ter protocolado um recurso contra a decisão.
A defesa afirmou que Allan nunca esteve na condição de foragido e destacou que o processo corre em segredo de Justiça há mais de quatro anos. A emissora e o representante legal também foram procurados pela reportagem, que mantém o canal aberto para manifestações.