Rio
Quem é Tânia Andrade Lima, arqueóloga premiada que foi vítima de assalto no Leblon
Premiada internacionalmente, a pesquisadora marcou a história cultural do país e mobiliza uma grande corrente de apoio por sua plena recuperação
A arqueóloga brasileira e professora aposentada Tânia Andrade Lima, de 80 anos, foi baleada durante uma tentativa de assalto no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (15). A idosa tinha acabado de sacar dinheiro em um banco e saía do local quando foi abordada por criminosos na Rua General Venâncio Flores. Tânia reagiu à abordagem e levou três tiros.
O Museu Nacional manifestou solidariedade à professora aposentada e desejou sua plena recuperação após o ocorrido.
Investigações da Polícia Civil
A Polícia Civil do RJ já identificou um dos homens que participaram do assalto à arqueóloga. De acordo com os investigadores, o criminoso faz parte de um grupo especializado em roubos que atuava na região do Centro da cidade.
Os agentes também já têm as características do segundo assaltante envolvido diretamente no crime. Os policiais procuram os homens que participaram da ação criminosa contra a pesquisadora.

Carreira acadêmica e descoberta do Cais do Valongo
Com carreira acadêmica focada na Arqueologia, Tânia Andrade Lima é pesquisadora sênior do CNPq e professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Na instituição, ela fundou e coordenou o Programa de Pós-Graduação em Arqueologia.
Ao longo da carreira, Tânia contribuiu para pesquisas sobre a história e a cultura material da sociedade brasileira. Ela foi a arqueóloga carioca responsável pela descoberta do Cais do Valongo, em 2011, durante as obras realizadas pela Prefeitura do Rio para revitalizar a Zona Portuária.
O sítio arqueológico localizado na Zona Portuária do Rio de Janeiro é considerado um dos principais símbolos da memória da escravidão no Brasil. Por causa de sua relevância histórica, o espaço foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 2017.
Perfil e contribuições de Tânia Andrade Lima
A trajetória da pesquisadora que transformou a arqueologia urbana no Rio de Janeiro.
Reconhecimento internacional e premiações
A trajetória acadêmica e científica da pesquisadora reúne premiações de destaque:
recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, em 2006;
recebeu o prêmio Globo “Faz Diferença”, na categoria Rio, em 2016;
tornou-se a segunda mulher brasileira a receber o prêmio internacional “Hypatia Award”, em 2023, concedido a mulheres que se destacam na arqueologia.