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Gato que vivia num lar de idosos nos EUA ficou famoso por se deitar ao lado de pacientes nas últimas horas de vida, e o caso foi parar numa revista médica
Relato do geriatra David Dosa saiu em 2007 e ajuda a entender os cuidados paliativos, o atendimento que alivia o sofrimento no fim da vida
O gato Oscar virou assunto de médico de verdade. Morador de uma casa de repouso em Rhode Island, nos Estados Unidos, ele tinha o hábito de se acomodar ao lado de pacientes nas últimas horas de vida. A rotina curiosa foi descrita em 2007 pelo geriatra David Dosa no New England Journal of Medicine, uma das revistas médicas mais respeitadas do mundo.
Como o gato Oscar foi parar numa revista médica americana?
Oscar chegou à revista pelas mãos de um médico que atendia no local. David Dosa, então ligado ao Rhode Island Hospital, em Providence, assinou o ensaio “Um dia na vida do gato Oscar”. O texto saiu em 26 de julho de 2007, no volume 357 do periódico americano.
O texto não é uma pesquisa com grupos de comparação nem um experimento de laboratório. É um relato de observação, escrito a partir da convivência da equipe com o animal. Por isso, a fama do bichano veio da história contada pelo médico, e não de uma prova científica sobre um suposto dom de prever a morte.

O que o gato fazia na casa de repouso Steere House?
O felino parecia perceber quando a morte de um paciente se aproximava e passava a vigiar o quarto nessas horas finais. É assim que a editora Grand Central Publishing resume o comportamento na apresentação do livro que Dosa lançou depois sobre o caso.
A casa era o Steere House Nursing and Rehabilitation Center, e muitos dos moradores tinham doença de Alzheimer. Para cuidadores e parentes, a presença do gato na cama acabou virando um aviso silencioso: era hora de se despedir e ficar por perto.
Bicho com comportamento que intriga gente grande sempre rende boa conversa. No quintal de casa, um inseto que assusta muita gente também guarda uma função importante na natureza.
O que são cuidados paliativos e por que o caso emociona?
Cuidados paliativos são as ações de saúde para aliviar dor, sofrimento e outros sintomas de quem vive com doença que ameaça ou limita a vida. A definição está na Portaria GM/MS nº 3.681/2024, que criou a Política Nacional de Cuidados Paliativos no SUS.

Na página sobre o tema, o Ministério da Saúde explica que esse atendimento é feito por equipe multidisciplinar. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente e da família, tratando sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais.
A história de Oscar emociona justamente por isso. No fim da vida, presença e conforto contam muito. Quem tem parente idoso internado no Rio ou na Baixada pode perguntar à equipe que acompanha o caso como funciona esse cuidado.
O que a história do gato Oscar ensina sobre o fim da vida?
A principal lição é que acolher também é cuidar. Quando a cura deixa de ser o objetivo, os cuidados paliativos colocam o bem-estar do paciente e da família no centro, e a companhia ganha um peso enorme.
O caso do bichano de Rhode Island seguiu rendendo e virou o livro Making Rounds with Oscar, lançado em 2010. Se você tem alguém querido nessa fase, converse com a equipe de saúde sobre esse tipo de atendimento. E se tem um gato em casa, capriche no carinho hoje.
Quais as dúvidas mais comuns sobre o gato Oscar?
As perguntas abaixo reúnem os pontos que mais despertam curiosidade sobre o caso e sobre o atendimento no fim da vida.
Quem escreveu sobre o gato Oscar na revista médica?
Foi o geriatra David Dosa, em ensaio publicado no New England Journal of Medicine em 26 de julho de 2007.
Existe livro sobre a história do gato?
Sim. Making Rounds with Oscar saiu em 2010, escrito por Dosa, professor assistente da Faculdade de Medicina Warren Alpert da Universidade Brown.
O SUS tem uma política de cuidados paliativos?
Sim. A Política Nacional de Cuidados Paliativos foi instituída em maio de 2024 pela Portaria GM/MS nº 3.681.
A ciência por trás de hábitos do dia a dia também guarda surpresas. Uma pesquisa recente olhou para o cochilo de um jeito diferente.