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Velejador de 86 anos some por dois meses no Pacífico e é resgatado com o cachorro a 740 km da Califórnia

Veleiro Willow Wind estava com as velas danificadas quando foi localizado, e um navio mercante tirou o idoso e o animal de bordo

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Velejador de 86 anos e seu cachorro foram resgatados após o veleiro ficar à deriva a cerca de 740 km de San Diego
Velejador de 86 anos e seu cachorro foram resgatados após o veleiro ficar à deriva a cerca de 740 km de San Diego - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Um velejador de 86 anos e o cachorro dele foram resgatados no oceano Pacífico no fim de outubro, depois que o veleiro ficou à deriva a cerca de 740 quilômetros de San Diego, na Califórnia. A operação foi coordenada pela Guarda Costeira dos EUA, e a dupla acabou levada para terra firme, onde o idoso recebeu atendimento médico.

Como o velejador de 86 anos foi achado no meio do Pacífico?

O veleiro foi localizado ao fim de uma busca de vários dias coordenada pela Guarda Costeira americana. Segundo a legenda oficial de uma das fotos da operação, publicada no DVIDS, serviço oficial de imagens das Forças Armadas dos Estados Unidos, o alerta de que o navegante estava atrasado chegou em 24 de outubro.

Uma segunda imagem, a foto oficial do veleiro Willow Wind divulgada pela Guarda Costeira, mostra o barco à noite, a aproximadamente 460 milhas de San Diego. A distância equivale a uns 740 quilômetros. As velas estavam danificadas, e a embarcação não tinha mais como seguir viagem.

A bordo, junto com o idoso, estava o cão que o acompanhava na travessia. Os dois foram tirados do mar juntos, sem que o bicho fosse deixado para trás no veleiro avariado.

Quem participou do resgate do velejador e do cachorro?

O resgate foi feito em duas etapas, com a ajuda decisiva de um navio mercante. Em 28 de outubro, a tripulação do Grand Orion, que estava na região, retirou o navegante e o animal do veleiro e os levou para bordo.

Um helicóptero MH-60 Jayhawk da Guarda Costeira levou o velejador e o cão do navio Grand Orion até San Diego
Um helicóptero MH-60 Jayhawk da Guarda Costeira levou o velejador e o cão do navio Grand Orion até San Diego – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Depois, entrou em cena um helicóptero MH-60 Jayhawk da Estação Aérea da Guarda Costeira em San Diego. A aeronave levou o velejador e o cachorro até a cidade californiana, onde o idoso foi encaminhado para cuidados médicos.

A participação do navio mostra como o socorro em alto-mar depende de quem está por perto. A centenas de quilômetros da costa, quem chegou primeiro ao barco foi a tripulação de um navio mercante, e não uma lancha vinda do continente.

Histórias de bichos de estimação que voltam para casa sempre mexem com o público. O site já contou outra, de um cão que reencontrou o tutor depois de quatro anos desaparecido.

Por que o sinalizador de emergência faz diferença no mar?

O sinalizador manda um pedido de socorro com a localização do barco, e isso encurta muito a busca. A NOAA, agência oceânica e atmosférica dos Estados Unidos, explica que esses aparelhos, chamados de EPIRB, funcionam na frequência de 406 MHz e são feitos para uso marítimo.

Radiobalizas EPIRB transmitem a localização do barco em 406 MHz por pelo menos 48 horas e encurtam a busca no mar
Radiobalizas EPIRB transmitem a localização do barco em 406 MHz por pelo menos 48 horas e encurtam a busca no mar – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Segundo a agência, existem duas categorias principais do equipamento. A diferença entre elas está na forma como o aparelho é ligado numa emergência:

  • Categoria I: acionamento manual ou automático. Fica num suporte com liberação hidrostática, que solta o aparelho e inicia a transmissão quando o barco afunda a certa profundidade.
  • Categoria II: acionamento apenas manual. Deve ficar guardado num lugar de acesso rápido a bordo.

Os dois modelos flutuam, têm luz estroboscópica e transmitem por pelo menos 48 horas depois de ligados. Nos Estados Unidos, o registro é obrigatório e gratuito, e permite que as equipes de busca falem com o dono para confirmar se o alerta é real.

O que a história do velejador ensina a quem vai ao mar?

Ensina que preparo e comunicação salvam vidas, em qualquer idade. O caso do velejador de 86 anos terminou bem porque houve alerta em terra, busca organizada e um navio pronto para ajudar no meio do Pacífico.

Para quem sai de barco no litoral fluminense, seja na Baía de Guanabara ou na Região dos Lagos, a lição vale do mesmo jeito: avise alguém sobre o roteiro e leve equipamento de segurança. Antes de zarpar, confira as exigências com a Marinha do Brasil. E você, já passou aperto no mar ou conhece alguém que passou? Conta pra gente nas redes da Tupi.

Tem mais história de bicho que foi salvo a tempo. Esta aconteceu em terra firme, depois de um desabamento causado por chuvas em Minas Gerais.