Jovem de 28 anos recebe por engano caixa com R$ 91 mil em vales, divide o valor com oito amigos para gastar em lojas e grupo acaba condenado pela Justiça - Super Rádio Tupi
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Jovem de 28 anos recebe por engano caixa com R$ 91 mil em vales, divide o valor com oito amigos para gastar em lojas e grupo acaba condenado pela Justiça

Pacote misterioso com R$ 91 mil em compras foi parar na casa vizinha; entenda como a euforia do grupo acabou gerando pena de prisão na Justiça

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Homem com camisa xadrez azul, mão na testa, sentado em tribunal com advogados e documentos
Réu aguarda sentença em tribunal após condenação por uso indevido de vales-presente em Le Mans. (Imagem ilustrativa de IA)

O Tribunal de Le Mans condenou nove pessoas nesta segunda-feira, 2 de novembro de 2026, pelo uso indevido de € 14.900 em vales-presente, quantia próxima a R$ 91 mil. O grupo incluía funcionários públicos, uma ex-agente de segurança e jovens pais sem antecedentes.

Todos se beneficiaram de um pacote entregue no endereço errado. As autoridades localizaram o montante após investigações identificarem os réus fazendo compras no comércio da região.

Origem do pacote com vales-presente

O caso começou em outubro de 2022, nos arredores de Le Mans, diante de um erro de transportadora divulgado pelo jornal “Ouest France”. Um entregador descarregou a caixa de cartões na residência de um jovem de 28 anos, quando o destino verdadeiro era uma grande loja de ferragens vizinha.

Diante do tribunal, o morador alegou ter procurado o estabelecimento comercial: “mas uma funcionária recusou receber porque o pacote já estava aberto”. Em vez de insistir na devolução ou contatar a transportadora, ele decidiu repassar a carga para oito pessoas próximas, incluindo cinco mulheres.

Uso dos cupons e identificação

Os envolvidos circularam por diversos comércios para trocar os bônus por produtos. A lista de gastos incluiu:

  • peças de vestuário de grife e calçados;

  • perfumes;

  • brinquedos;

  • aparelhos eletrodomésticos.

O volume de despesas oscilou bastante entre os participantes. Uma das acusadas interrompeu as compras após utilizar € 30, cerca de R$ 184, enquanto outros integrantes gastaram até € 2.600, cerca de R$ 16 mil, em tíquetes.

Gravações de câmeras de vigilância dos comércios identificaram os envolvidos. Na defesa, os suspeitos disseram ter agido com inocência. Um deles confessou que entrou na euforia sem pensar muito, enquanto uma mulher declarou acreditar que os cartões vinham da empresa onde o amigo trabalhava.

Penas determinadas pela Justiça

A alegação de ingenuidade não convenceu a acusação. A advogada da emissora dos cupons rebateu a justificativa ao declarar: “dinheiro mágico não existe, e Papai Noel também não”.

O homem responsável por abrir e distribuir a encomenda somava onze registros criminais anteriores. O tribunal o sentenciou a um ano de prisão, com cumprimento de seis meses no regime domiciliar e monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Outros dois réus receberam penas de sete e nove meses com suspensão condicional da execução, além de 90 dias-multa fixados em € 7 por dia, cerca de R$ 43.

Os nove condenados foram obrigados a quitar conjuntamente uma indenização de € 1.297, cerca de R$ 8 mil. O valor corresponde à franquia do seguro suportada pela empresa de benefícios.