Brasil

IBGE aponta que registros de nascimentos tiveram queda em 2020

Instituto mostrou que no período normalmente com maior demanda nos cartórios (meses de março a maio), a queda dos registros de nascimento foi ainda mais significativa quando comparada a média dos ano anteriores

Por Victor Yemba

registros de nascimentos
IBGE aponta que registros de nascimentos tiveram queda em 2020 (Foto: Divulgação)

Segundo novo levantamento realizado pelo IBGE, a taxa de nascimentos caiu 4,7% em 2020, em comparação com 2019, em todas as regiões do país. O instituto mostrou que no período normalmente com maior demanda nos cartórios (meses de março a maio), a queda dos registros de nascimento foi ainda mais significativa quando comparada a média dos ano anteriores.  Também foi levado em consideração que uma das possíveis causas da queda foi a mudança dos horários de funcionamento dos cartórios, muitos inclusive chegaram a fechar durante a pandemia.

A Dra Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana afirma que as incertezas da pandemia foram cruciais para essa queda de nascimentos. “Diferente do Zika vírus que sabemos que passa lesões para o bebê (embrião), a Covid 19 não ameaça o bebê na vida intrauterina, porém, no início, pouco sabíamos sobre o virus, então o que se aconselhava é que as mulheres realmente não engravidassem”, explica Dra Maria Cecília. Para a especialista, o que se observa agora é realmente um aumento dos casais se planejando para ter filhos. Tanto aqueles casais que conseguem de forma espontânea quanto aqueles que precisam de um tratamento, da ajuda da reprodução assistida para engravidar. “Está havendo um aumento no número de pessoas já buscando essa alternativa para a gravidez acontecer. A gente não consegue monitorar muito os que engravidam de forma espontânea porque os números não chegam nas clínicas de reprodução, mas a gente percebe claramente dentro da reprodução assistida um aumento de casais buscando essa alternativa em busca de realizar o sonho da gravidez”, afirma a médica que orienta as mulheres a congelarem seus óvulos, de preferência, antes dos 30  anos de idade.

Dra Maria Cecília Erthal
Dra Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana (Foto: Divulgação)

Sobre idade, o IBGE também analisou a idade das mulheres na hora do parto nos anos de 2000, 2010 e 2020, e dois grupos chamam atenção – a faixa etária entre 20 e 29 anos vem diminuindo, e a de 30 a 39, crescendo. Isso comprova que cada vez mais as mulheres estão deixando a vida profissional e outras áreas na frente da maternidade.

Ao postergar a maternidade é essencial ter um planejamento, pois a gravidez tem ligação direta com a qualidade da saúde reprodutiva da mulher. A dra. Maria Cecília destaca alguns pontos importantes: manter óvulos congelados é uma opção para preservar a fertilidade, Ideal para mulheres abaixo dos 30 anos, que não querem engravidar ou que não pretendem engravidar antes dos 35 anos, o congelamento de óvulos não tem prazo de validade. Após os 35 anos, a quantidade e a qualidade de óvulos disponíveis no corpo da mulher é menor e, por isso, o ideal é que congelem seus óvulos. A mulher deve procurar uma clínica especializada para avaliar sua reserva de óvulos, e é importante fazer uma pesquisa de causas de infertilidade, para que se tenha a tranquilidade de saber que nada orgânico poderá atrapalhar quando decidir constituir sua família.



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